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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

De olho no milésimo, Túlio quer fazer dupla com Jóbson no Bonsucesso

Por João Oliveira,
Na chegada ao Bonsuça, Túlio pediu a contratação de Jóbson

O Bonsucesso contratou o atacante Túlio Maravilha e segue em busca de nomes de peso para reforçarem a equipe na Copa Rio e no Campeonato Carioca do ano que vem. Além do lateral-esquerdo Athirson e do atacante Sávio, que seguem na pauta do clube, o presidente Zeca Simões garantiu que as portas do estádio Leônidas da Silva estão abertas para receber Jóbson.
O jovem jogador foi dispensado recentemente do Bahia, onde estava emprestado pelo Botafogo. O Alvinegro é dono dos direitos federativos do atleta, mas já avisou que não o quer de volta. e mesmo se quisesse não poderia, já que o atacante disputou mais de sete partidas pelo Tricolor Baiano neste Campeonato Brasileiro.
O leque de opções de Jóbson encolhe ainda mais tendo em vista que o jogador só pode jogar por clubes do Rio de Janeiro. Isso porque em 2011 ele já fez duas transferências interestaduais quando foi do Botafogo para o Atlético Mineiro e depois do Galo para o Bahia.
Além da vontade do presidente do clube da Leopoldina, Jóbson passou a contar com o apoio de outro ídolo botafoguense, Túlio Maravilha. Perguntado sobre a situação do problemático jogador, Túlio não quis criar polêmica, mas endossou as palavras do dirigente e abriu os braços para receber o atacante.
Vale lembrar que recentemente o Bonsucesso já deu chances a outro jogador que enfrentou problemas com álcool e drogas, o atacante Valdiram, que chegou a se destacar no Vasco da Gama e agora joga no Duque de Caxias, outro clube que aparece na lista de possíveis destinos do atacante.
Basta saber se o desejo de Túlio vai se concretizar e os dois vão mesmo formar uma dupla de ataque que já deve ter passado pela cabeça dos botafoguenses. Sem contar que Jóbson pode ajudar o veterano goleador a chegar perto da marca os mil gols e reeditar a parceria no próprio Botafogo em 2012, ano do prometido milésimo gol de Túlio Maravilha.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Rei do Rio volta e promete Bonsucesso na Libertadores

Por João Oliveira,
Túlio veste a camisa do Bonsucesso

O Rei do Rio voltou. Foi o que disse Túlio Maravilha em sua apresentação ao Bonsucesso, nesta terça-feira em um restaurante na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O evento reuniu boa parte da imprensa esportiva carioca e chegou a lembrar os tempos de glória do artilheiro veterano (ou Highlander, como ele mesmo disse), que vestiu a camisa 967 do clube da Bonsuça. O número marca o número de gols contabilizados pelo próprio jogador em sua carreira. A cada gol marcado, o número estampado no uniforme vai mudar, acompanhando a evolução até o milésimo.
Sempre irreverente, o atacante soltou várias pérolas, como de costume, brincou com os repórteres, elogiou as modelos presentes que levaram a taça de campeão a Série B do clube da Leopoldina e até cometeu algumas gafes. Chamou o estádio Leônidas da Silva de Leônidas da Serra e se confundiu com o Trem-Bala da Colina e o Bonde Sem Freio, a quem chamou de Bonde da Colina e Trem-Bala Sem Freio.
Em busca dos mil gols, o jogador de 42 anos mostrou empolgação na sua volta ao futebol carioca e reiterou a vontade de fazer o milésimo com a camisa do Botafogo. Segundo ele já há um acordo com o presidente do Glorioso, Maurício Assumpção, para que o desejo do goleador se concretize.
- Já está tudo certo com o Botafogo. Ao menos que o Maurício Assumpção não seja reeleito, mas desde já ele tem o meu voto.
Nos planos de Túlio está atingir a marca de 995 gols no Bonsucesso e depois, em janeiro de 2012, se transferir para o Botafogo para balançar as redes mais cinco vezes e igualar o marco de Pelé e Romário. A diferença é que o ídolo da torcida do Botafogo não quer fazer o gol histórico de pênalti, mas sim com a bola rolando e de preferência de bicicleta, em homenagem a Leônidas da Silva, inventor desse tipo de gol e maior nome da história do Bonsucesso.
Questionado sobre a veracidade de suas contas, que apontam 967 gols marcados até agora, Túlio brincou e disse que assim como nas pesquisas políticas, os números têm uma margem de erro de dois pra mais ou dois para menos.
Bem humorado o atacante atendeu a todos os jornalistas e não fugiu de nenhum assunto. De Seleção Brasileira ao problema de Jóbson, mais uma vez dispensado por um clube, Túlio Maravilha mostrou que tem resposta para tudo. E começou falando do seu retorno ao futebol carioca.
- Estou muito feliz de voltar ao Rio. É a minha casa, é a minha cara, estava com saudades. Já são cinco anos longe do futebol carioca, desde minha última passagem pelo Volta Redonda, em 2006. O projeto é audacioso, estou voltando para um clube de primeira divisão que é o Bonsucesso.

Uniforme personalizado com o nome e o número de gols marcados por Túlio


O jogador não escondeu que sonha alto e elegeu a Copa Libertadores da América como o principal objetivo do Bonsucesso, sendo rapidamente endossado com o presidente, que disse que a participação na competição internacional seria um belo presente para o centenário do clube, em 2013.
- O objetivo é ser campeão da Copa Rio, que dá vaga para a Copa do Brasil e a Série D do ano que vem, mas já conversei com o presidente e ele disse que prefere a Copa do Brasil que dá muito mais visibilidade e dá acesso à Libertadores, quem sabe? Sou um cara vencedor e vim para um clube vencedor.
Durante a entrevista coletiva, Túlio relembrou os tempos em que disputava com Romário e Renato Gaúcho o título de “Rei do Rio”. O atacante elegeu rivais diferentes desta vez, como Ronaldinho, Loco Abreu, Fred e Diego Souza.
- Daqui para frente a imprensa carioca vai ter o que falar, por que o Rei do Rio voltou.
Conhecido por dar nome aos seus gols, desta vez ele foi rápido e já escolheu como vai chamar seu primeiro gol com a camisa do Bonsucesso.
- O gol, no jogo de estréia, já tem nome. Vai ser o gol Teleférico da Leopoldina.
Sobre como iria conciliar o cargo de vereador em Goiânia e os compromissos no futebol carioca, o político-jogador anunciou que depois de três anos de mandato de vereador em Goiânia, vai pedir licença do cargo para morar no Rio de Janeiro e se dedicar integralmente ao Bonsucesso. Túlio fez questão de dizer que não quer privilégios e que vai treinar normalmente junto com os demais jogadores do elenco. Após a apresentação, o novo contratado foi para o estádio Leônidas da Silva para conhecer seus novos colegas de clube.

A chegada de Túlio Maravilha animou o Rubro-Anil da Leopoldina. O presidente do clube, Zeca Simões, disse que outros nomes de peso podem chegar ao Bonsuça.  Além de Túlio Maravilha, o Bonsucesso negocia com o lateral-esquerdo Athirson e com o atacante Sávio, dois jogadores muito conhecidos do torcedor carioca e com passagens marcantes pelo Flamengo. Fora das quatro linhas, o Leão da Leopoldina anunciou Alcides Antunes para o cargo de vice-presidente de futebol. Segundo o presidente do clube, o ex-dirigente tricolor chega de graça em Teixeira de Castro e a partir de hoje responde diretamente pelas negociações do Rubro-Anil.
A estréia do Bonsucesso na Copa Rio está marcada para o dia três de setembro, contra o São João da Barra. O local da partida está indefinido, já que o clube da Região dos Lagos perdeu o mando de campo por incidentes acontecidos na Série B do Campeonato Carioca. A expectativa é que a Federação de Futebol do Rio de Janeiro marque o jogo para o Estádio Leônidas da Silva, já que a chegada de Túlio deve atrair o interesse de público e mídia.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Depois do acesso, o título

Por João Oliveira,
O Bonsucesso é heptacampeão da Segunda Divisão do Rio de Janeiro. O sétimo título veio após um empate do Leão da Leopoldina por 1 a 1 com o Quissamã, fora de casa. O Cesso foi beneficiado pelo tropeço do Friburguense, que também não saiu do empate com o Serra Macaense, em Nova Friburgo.
Já falamos algumas vezes sobre Série B do Carioca aqui e nunca é demais dizer. Foram 44 jogos, jogando quartas e sábados. Uma maratona, ou “longa jornada” como classificou o atacante João Rodrigo, logo após a vitória contra o Estácio, que garantiu o acesso ao clube do subúrbio.
O gol do título veio dos pés do destaque do time. Marco Goiano marcou, de pênalti, o gol de empate contra o Quissamã, que chegou a liderar a competição por muito tempo, mas caiu no final. Outro número que impressiona vem do técnico Manoel Neto. O treinador conquistou seu nono acesso na carreira, entre campeonatos cariocas e divisões inferiores do Brasileirão.
Falando em números, o título garante uma verba a mais para o Bonsucesso. Por ter sido campeão da Segundona, o clube vai receber mais dinheiro pelos direitos de transmissão do que o vice Friburguense.
A grana vai chegar em boa hora nos cofres do Leão da Leopoldina. Em entrevista ao Resenha, Futebol & Etc, o presidente Zeca Simões disse que iria procurar o prefeito Eduardo Paes para tentar uma parceria entre o clube e a Prefeitura. A idéia de Zeca, que conseguiu seu segundo acesso pelo Bonsucesso, é abrir as portas do clube para a comunidade, especialmente para projetos voltados aos jovens da região. Em troca disso ele pede apoio estrutural para melhorias no Estádio Leônidas da Silva e seu entorno.
A subida mobilizou os moradores do bairro, que já sonham em ver o Bonsuça jogando entre os grandes do Rio. Enquanto a torcida sonha, é bom que os dirigentes trabalhem. O acesso veio, mas o sucesso ainda está por vir.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Bonsucesso: à espera de dias melhores

Por Daniela Caldeira,


Sábado, 23 de julho de 2011. Essa data vai ficar marcada na memória dos torcedores e simpatizantes do Bonsucesso Futebol Clube. Nesse dia, fui à rua Teixeira de Castro, no Estádio Leônidas da Silva, para acompanhar Bonsucesso x Estácio de Sá, pelo Resenha, Futebol & Etc.

Escudo do Leão da Leopoldina

Confesso que não conhecia o estádio, mas o acesso ao local não é difícil. A equipe do Blog chegou cedo ao campo de jogo. Lá, pudemos ver qual a situação do clube, hoje. Ao andar pelas ruas, foi engraçado ver que muitas pessoas ao redor do campo sequer tinham noção de que haveria ali uma partida de suma importância para o clube da localidade.


Estádio Leônidas da Silva

Dentro do estádio, notamos que as instalações não são adequadas. Tomadas sem interruptores, paredes descascando, obras inacabadas, móveis e instalações repletos de poeira, a sala de troféus é inexistente. O que existe é uma sala minúscula, onde as taças ficam no chão. A suposta “boutique” é uma outra sala, 2m x 2m, com preguinhos na parede e blusas penduradas em poucos cabides.


Interruptores sem capa, salas pequenas e muita poeira: realidade do clube

É digno todo o esforço de cada funcionário que vimos desempenhando seu papel. Roupeiro, massagista, fisiologista, preparador físico, fisioterapeuta, assessor...todos com muito afinco em suas funções. É louvável ver a alegria de todos os que se envolveram no projeto da volta do Cesso à primeira divisão carioca.



Na ida ao Leônidas da Silva, conhecemos personagens como Tiodomiro de Souza Peres, um torcedor fanático, de cabeça branquinha, que acompanha todos os jogos do time, inclusive os de fora do Rio, independente da categoria. Peres, como é conhecido, carrega consigo um chaveirinho com o escudo do clube e tem um brilho nos olhos ao falar de sua paixão. “Não muda nada no acesso do Bonsucesso, não muda nada a divisão. O que importa é o clube. Vou onde ele estiver”, diz o torcedor.

Seu Tiodomiro Peres, torcedor fanático do rubroanil


Outra pessoa que chamou nossa atenção foi um jogador dos juniores. Juninho passou caminhando pela arquibancada, com cara de choro, enquanto seus amigos jogavam a partida preliminar. O atleta não estava sozinho. Estava sendo amparado por uma funcionária. Ao questionarmos o que havia acontecido com o jogador, descobrimos que Juninho tinha se machucado em um jogo recente e ficou com acúmulo de sangue no globo ocular, podendo jogar apenas no ano que vem. A tristeza e o incômodo que ele passava no olhar, não vemos em muitos atletas de grandes clubes de futebol.

Juninho recebe carinho de um funcionário


Todo o ambiente, todas as pessoas, tudo era agradável e contrastava com a estrutura – ou a falta dela, que encontramos. E que fique bem claro que não estamos achincalhando o Bonsucesso. Pelo contrário. Resolvemos registrar tudo isso para ajudar o clube em seu primeiro grande objetivo após o acesso.

O presidente do rubroanil, Zeca Simões, confidenciou que sua pretensão é ir até a Prefeitura do Rio para conversar com Eduardo Paes. Na pauta, um pedido: fazer um convênio entre Bonsucesso e Prefeitura, para que o clube seja utilizado pela comunidade, abrigue trabalhos sociais e aproxime os moradores do time. Simões crê que se o Leão da Leopoldina conseguir um incentivo por parte dos órgãos públicos, melhorando sua estrutura, o clube conseguirá voltar aos áureos tempos, de verdade.

1ª nota: Nós, do Resenha, Futebol & Etc, vamos acompanhar de perto a saga do Bonsucesso rumo à elite.

2ª nota: Zeca Simões era o presidente do clube em 1993, último ano do rubroanil na primeira divisão carioca.