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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Costa Rica vence a Bolívia e pressiona a Argentina

Por João Oliveira,
O empate com a Argentina na abertura da Copa América empolgou os bolivianos. Até o presidente Evo Morales esteve em Jujuy para apoiar os jogadores contra o time sub-23 da Costa Rica. A Bolívia até começou melhor, mas acabou derrotada por 2 a 0 pelos costarriquenhos.
Os meninos do Caribe apostaram numa arma típica dos jovens, a velocidade. A equipe de Ricardo La Volpe aproveitou o fôlego de sobra, principalmente no segundo tempo, e venceu os bolivianos usando e abusando dos contra-ataques.
Campbell comemora o gol que selou a vitória da Costa Rica

A vitória da Costa Rica começou a ser construída aos 14 minutos da segunda etapa. Martinez aproveitou o rebote do goleiro Arias, após chute de Guevara, e abriu o placar. O atacante com nome de líder revolucionário quase se transformou em vilão da partida. Guevara teve a chance de ampliar o marcador, mas desperdiçou uma cobrança de pênalti e a rebatida do goleiro.
Para a sorte de Guevara, a Bolívia andou facilitando as coisas para a Costa Rica. O time sul-americano teve dois jogadores expulsos – Rivero, que pôs a mão na bola no lance que originou o pênalti; e Flores, após falta violenta.
Com dois jogadores a mais, a Costa Rica fez o segundo gol com Joel Campbell, aos 33 minutos do segundo tempo. A partir daí os costarriquenhos apenas administraram a vantagem.
A Costa Rica chegou aos três pontos e enfrenta a Argentina na última rodada da fase de grupos. Um empate pode classificar a seleção da América do Norte, e complicar muito a vida dos argentinos. Já A Bolívia pega a Colômbia e ainda pode garantir vaga nas quartas-de-final. Mas para isso vai ter que vencer os colombianos e ficar ligada nos resultados dos outros grupos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Novo empate deixa Argentina na berlinda

Por João Oliveira,
A Argentina voltou a decepcionar na Copa América. O time de Sérgio Batista empatou em 0 a 0 com a Colômbia e pode agradecer aos céus por não ter saído com sua primeira derrota na Copa América. A paciência da torcida com a equipe e com o treinador parece ter se esgotado de vez. Os argentinos que estiveram nas arquibancadas do “Cemitério dos Elefantes”, em Santa Fé, vaiaram os jogadores e gritaram o nome de Diego Maradona, num claro sinal de que não estão satisfeitos com o trabalho de Batista.
A Albiceleste voltou a mostrar um futebol sem brilho, com muito toque de bola e sem objetividade. Se na partida de estréia Messi foi bem no primeiro tempo e apagado no segundo, no jogo desta quarta-feira o melhor jogador do mundo foi um verdadeiro blecaute. Nossos hermanos ainda contaram com uma ajuda bem inusitada da arbitragem. O juiz brasileiro Sálvio Espíndola deixou de marcar um pênalti mais do que claro de Burdisso em Ramos. O árbitro deu vantagem no lance e viu Moreno perder um dos gols mais feitos da história da competição, com o gol de Romero aberto.
Torcida atacou Batista e pediu a volta de Maradona

Apesar do sufoco do primeiro tempo, Sergio Batista não fez nenhuma alteração no time para a segunda etapa. Checo sacou Cambiasso e Lavezzi para as entradas de Gago e Agüero. Para se ter idéia do desespero do treinador, a Argentina terminou a partida com quatro atacantes, mas sem nenhuma organização.
O resultado deixou os argentinos com dois pontos no grupo A. Uma vitória contra a Costa Rica na última rodada da primeira fase classifica os portenhos. O que fica bastante ameaçado é o lugar na liderança da chave. Caso não se classifique em  primeiro no grupo, a Argentina corre riscos de enfrentar o Brasil logo na quartas-de-final, frustrando as expectativas da maioria dos torcedores, que aposta numa final entre os dois maiores do continente.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Jovem atacante é a aposta da Costa Rica na Copa América

Seleção costa-riquenha substitui o Japão com equipe sub-22


Por João Oliveira,
A Costa Rica vai para a sua quarta participação em Copa América. O convite veio após a desistência do Japão, sem condições de participar do torneio devido aos terremotos e tsunamis que destruíram parte do país asiático.
Assim como o México, a Costa Rica teve que dar prioridade à Copa Ouro e só vai contar com cinco jogadores com mais de 22 anos. A base do time costa-riquenho joga no futebol local. O goleiro Esteban Alvarado, do AZ Alkmaar, da Holanda foi cortado após ser acusado de agredir a namorada. O arqueiro estaria impedido pelas autoridades costa-riquenhas de deixar o país.
A maior esperança de sucesso na Copa América para a Costa Rica é o jovem Joel Campbell, de apenas 19 anos, que atua no Saprissa. Os convocados são:
Goleiros: Danny Carvajal (San Carlos) e Leonel Moreira (Herediano);
Defensores: Johnny Acosta (Alajuelense), Francisco Calvo (San Jacinto College-EUA), Óscar Duarte (Saprissa), Kevin Fajardo (Santos), Jorge Gatgens (Pérez Zeledón), Pedro Leal (Puntarenas), José Salvatierra (Alajuelense) e Heiner Mora (Saprissa);
Meias: Hansell Arauz (Santos), José Miguel Cubero (Herediano), Allen Guevara (Alajuelense), David Guzmán (Saprissa), Luis Miguel Valle (Alajuelense) e Diego Madrigal (Cerro Porteño-PAR);
Atacantes: Randall Brenes (Cartaginés), Jorge Castro (Saprissa), César Elizondo (Saprissa), Josué Martínez (Saprissa) e Joel Campbell (Saprissa).

Colômbia aposta em Falcao Garcia para repetir 2001

Dez anos depois do título em casa, colombianos depositam as esperanças no atacante do Porto


Por João Oliveira,
A Colômbia chega à Argentina querendo apagar o vexame da última edição da Copa América quando chegou apenas na nona colocação. A esperança é repetir a boa campanha de dez anos trás, quando os colombianos levaram o caneco, jogando em casa. O técnico Hernán Darío Gómez aposta na estrela de é Falcao Garcia, campeão da Liga Europa pelo Porto. O atacante foi um dos destaques do time português na última temporada e espera repetir Aristizábal, artilheiro da competição em 2001.
Na defesa, a Colômbia conta com nomes experientes, como o zagueiro Yepes, do Milan, e o volante Luis Perea, do Atlético de Madrid.  Atração à parte, o ex-palmeirense Pablo Armero é um dos mais conhecidos entre os brasileiros, famoso por aqui mais pelas dancinhas  nas comemorações de gols do que pelo bom futebol. A convocação completa da seleção colombiana segue abaixo.
Goleiros: David Ospina ( Nice-FRA), Luis Martinez (Once Caldas-COL) e Breiner Castillo (Independiente de Medelín-COL).
Defensores: Mario Yepes (Milan-ITA), Aquivaldo Mosquera (América-MEX), Luis Perea (Atlético de Madrid-ESP), Cristian Zapata (Udinses-ITA), Pablo Armero (Udinese-ITA), Camilo Zuñiga (Napoli-ITA), Yulian Anchico (Pachuca-MEX) e Juan Valencia (Junior-COL);
Meias: Juan Cuadrado ( Udinese-ITA), Elkin Soto (Mainz-ALE), Abel Aguliar (Hercules-ESP), Fredy Guarin (Porto-POR), Carlos Sanchez (Valenciennes-FRA) e Gustavo Bolivar (Tolima);
Atacantes: Hugo Rodallega (Wigan-ING), Adrian Ramos (Hertha Berlim-ALE), Teofilo Gutierrez (Racing-ARG), Falcao Garcia (Porto-POR), Jackson Martinez (Jaguares-MEX) e Dayro Moreno (Once Caldas-COL).

Bolívia tenta não ser o saco de pancadas da Copa América

Jogando ao nível do mar, bolivianos devem ser presas fáceis na competição

Por João Oliveira,
Sem seu principal reforço, a altitude, a Bolívia chega à Copa América como uma das seleções mais fracas da competição. A última boa campanha boliviana foi em 1997, quando sediou o torneio e perdeu para o Brasil na final. O maior nome do time é o atacante Marcelo Moreno, que já atuou pelo Cruzeiro e hoje joga no Shakhtar Donetsk da Ucrânia.
A base da equipe do treinador Gustavo Quinteros é de jogadores que atuam no futebol local. Só Oriente Petrolero e Bolívar somam 13 atletas convocados, sendo sete do primeiro clube e seis do outro.
Os convocados são:
Goleiros: Carlos Arias (Maccabi Netanya-ISR), Sergio Galarza (Blooming) e Daniel Vaca (The Strongest);
Defensores: Miguel Ángel Hoyos e Luis Gutiérrez (Oriente Petrolero), Christian Vargas (San José), Ronald Raldes (Colón-ARG), Ronald Rivero, Edemir Rodríguez e Lorgio Álvarez (Bolívar), Santos Amador (Nacional Potosí);
Meias: Joselito Vaca e Jhasmani Campos (Oriente Petrolero), Ronald García, Wálter Flores e Rudy Cardozo (Bolívar), Jaime Robles (Aurora), José Luis Chávez e Alejandro Gómez (Blooming);
Atacantes: Marcelo Martins Moreno (Shakhtar Donetsk-UKR), Ricardo Pedriel (Sivasspor-TUR), Alcides Peña, Mauricio Saucedo e Juan Carlos Arce (Oriente Petrolero) e Edivaldo Rojas (Naval-POR).

Argentina recebe a Copa América com fome de título



Mordidos com as derrotas nas últimas duas finais para o Brasil, hermanos prometem muita pressão sobre os adversários

Por João Oliveira,
Uma das principais forças do futebol mundial, a Argentina sofre, desde 1993 com um jejum de títulos na seleção principal. A última conquista portenha foi há 18 anos, justamente com uma Copa América, naquela ocasião disputada no Equador. Nesse período a Albiceleste contou com grandes times, craques como Maradona, Batistuta, Riquelme, Tévez e Messi, todos eles sem levantar um troféu desde então.
Além da necessidade de vencer a competição disputada em casa, os argentinos ainda convivem com o fantasma das últimas duas finais da CA. Ambas perdidas para o Brasil. A pressão da torcida é tão grande, que o treinador Sergio Batista decidiu, de última hora, convocar Carlitos Tévez, que havia ficado de fora das últimas convocações após desentendimentos extra-campo com o grupo.
Batista conta com o atacante do Manchester City e, claro, com Lionel Messi, melhor jogador do mundo. O grupo é muito forte e mescla a experiência de Javier Zanetti e Esteban Cambiasso, com a juventude de Di María e Agüero.
Todos esses ingredientes tornam a Argentina uma das maiores favoritas para o título desta edição da Copa América. Basta uma pitada da já tradicional paixão dos nossos hermanos pelo futebol, que teremos uma receita explosiva, pronta para ser despejada nos estádios, que devem se tornar verdadeiros caldeirões.
Confira os convocados:
Goleiros: Juan Pablo Carrizo (River Plate), Mariano Andújar (Catania-ITA) e Sergio Romero (AZ Alkmaar-HOL);
Defensores: Ezequiel Garay (Real Madrid-ESP), Pablo Zabaleta (Manchester City-ING), Nicolás Burdisso (Roma-ITA), Gabriel Milito (Barcelona-ESP), Javier Zanetti (Inter de Milão-ITA), Nicolás Pareja e Marcos Rojo(Spartak Moscou-RUS);
Meias: Esteban Cambiasso (Inter de Milão-ITA), Ángel Di María (Real Madrid-ESP), Javier Mascherano (Barcelona-ESP), Lucas Biglia (Anderlecht-BEL), Javier Pastore (Palermo-ITA), Ever Banega (Valencia-ESP) e Fernando Gago (Real Madrid-ESP);
Atacantes: Gonzalo Higuaín (Real Madrid-ESP), Lionel Messi (Barcelona-ESP), Carlos Tévez (Manchester City-ING), Sergio Agüero (Atlético de Madrid-ESP), Ezequiel Lavezzi (Napoli-ITA) e Diego Milito (Inter de Milão-ITA).