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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Celeste ressurge e conquista hegemonia

Por João Oliveira,
Mais uma vez o Uruguai mostrou sua força jogando fora de casa. A Celeste conquistou a hegemonia da Copa América, com seu décimo quinto título e fez Buenos Aires parecer Montevidéu e o Monumental de Nuñez o Estádio Centenário. A festa foi completa, com direito a Forlán marcando dois gols e desencantando, Suárez aclamado como melhor jogador da competição e participação importante de Cavani, voltando de contusão.
O time de Oscar Tabárez provou que a quarta colocação na Copa do Mundo do ano passado não foi obra do acaso, mas sim de um trabalho bem feito, que trouxe de volta ao cenário principal do futebol mundial um dos países mais vitoriosos do esporte bretão.
Jogadores festejam o título

Sem os rivais Brasil e Argentina pelo caminho, o Paraguai serviu de mero coadjuvante para Forlá, Lugano e Cia. Pressionando desde o início, os uruguaios resolveram o jogo ainda no primeiro tempo, com gols de Suárez e Forlán. O atacante do Atlético de Madrid fechou o placar no último minuto da partida, numa jogada que foi uma verdadeira aula de contra-ataque.
O título dá ainda mais força para a Celeste entrar forte nas Eliminatórias. O ressurgimento uruguaio serve como um alerta para o Brasil, que ganha mais um adversário em potencial com condições de atrapalhar seus planos em 2014. Logo o Uruguai, que só de ter seu nome pronunciado causa arrepios aos brasileiros com as lembranças do Maracanazzo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Sapatazo

Por Daniela Caldeira,


Quando a Argentina perdeu a partida para o Uruguai, anteontem, e foi eliminada da Copa América, muitos fizeram alusão à decisão da Copa de 50, no Maracanã. Em solo canarinho, o Brasil também perdeu para a Celeste por 2 x 1 e chamaram o episódio de “Maracanazo”. Já os hermanos, jogando no “Cemitério dos Elefantes”, tiveram seu fracasso apelidado de “Elefantazo”.

Os brasileiros não perderam a oportunidade de fazer piadinhas, mas o que a maioria estava esquecendo era de que a nossa seleção jogaria no dia seguinte e o nosso futebol estava longe de ser uma maravilha. E eis que o dia chegou e a partida contra o Paraguai foi dureza. Nossos principais jogadores estavam em outro planeta, porque em campo eles não entraram. O jogo ficou dramático e zerado e a partida se encaminhou para a prorrogação. Nada mudava e a decisão por pênaltis se desenhava. Com a consolidação das penalidades, o Brasil escolheu seus batedores: Elano, Thiago Silva, André Santos, Fred e Robinho.

E o que se viu na seqüência foi inacreditável. Seria melhor ter disputado par ou ímpar, zerinho ou um, palitinho...Nada seria pior do que o que aconteceu. Foram quatro jogadores brasileiros a realizarem as cobranças. Elano foi o primeiro. Isolou. Mas a bola foi tão longe, que o chute de Roberto Baggio em 94 foi fichinha. Depois, Thiago Silva. O zagueiro, um bom batedor, até chutou na direção do gol, mas bateu mal e facilitou a defesa do goleiro paraguaio. Em seguida, André Santos foi para a bola. Pífio. O chute também passou muito acima do gol e o lateral culpou os buracos que existiam no campo. Quando Fred foi para a bola para efetuar a quarta cobrança, ainda havia uma pontinha de esperança, já que dois jogadores do Paraguai desperdiçaram suas penalidades. Mas para que fazer um gol, né?! Fred seguiu no ritmo de seus colegas e chutou bisonhamente para fora, à direita da meta adversária. E assim se encerrou a participação verde e amarela na Copa América. Ridiculamente.

Não sou do tipo corneteira, não gosto de ficar falando de um assunto só porque não houve êxito. Mas a bem da verdade é que essa seleção teve muita badalação e pouco futebol. Muitos estilos, muitos cabelos diferentes, bonés com abas para trás, para o lado, no melhor estilo “malandrinho”, óculos modernosos. Jogadores super conectados em todas as mídias, “twitando” todos os dias, desfilando marcas famosas, fazendo propaganda de todos os tipos de produtos. Nas telas, de um modo geral, todos apareciam muito bem, obrigado. Exceto quando apareciam com a bola nos pés. 


O Brasil não fez uma partida convincente em toda a Copa América. A vitória por 4 a 2 em cima do Equador não pode e nem deve servir como parâmetro para nada. As atuações individuais ficaram muito aquém de toda e qualquer expectativa. Muito foi falado, antes do início da competição, sobre o duelo entre Messi e Neymar. E se o argentino teve lá sua dificuldade em aparecer, o brasileiro só aparecia, de verdade, pelo seu cabelo. O Brasil tropeçou no seu próprio pé. Ou melhor, o Brasil caiu do salto de seu sapato, que não era pequeno. 


Como bem disse o capitão e zagueiro da Seleção, Lúcio, “o escudo que vem a frente da camisa tem que ser mais importante do que o nome que vem atrás”. Em um primeiro momento, isso pareceu ter sido assimilado. Mas viu-se que não. E se esse grupo que está aí – claro que até lá haverá mudanças-, for a base para a Copa de 2014, é melhor abrir o olho: se uma seleção brasileira não se saiu bem diante de adversários relativamente fracos, como as seleções da América do Sul, o que esperar do confronto com seleções mais fortes? Se o salto não quebrar logo, a caminhada será muito difícil.

Após vexame, as desculpas.

Por João Oliveira,

Buraco, falta de sorte, goleiro adversário inspirado. O dia seguinte à vergonhosa eliminação da Seleção Brasileira na Copa América foi repleto de desculpas. As más condições do campo e o azar serviram de saída para a maioria dos jogadores, que ensaiaram um discurso de que o time jogou melhor e só saiu por obra do destino.

Paraguaios comemoram enquanto os brasileiros observam desolados


A Seleção de Mano Menezes não demonstrou padrão tático, tampouco vontade de tentar algo diferente e fugir das marcações adversárias. A favor do treinador está a sua disposição de ouvir e acatar os pedidos da torcida. Neymar, Ganso, Lucas, todos os queridinhos da galera estiveram em campo e tiveram a chance de mudar o destino brasileiro na competição sul-americana.
Entre os preteridos, nenhum jogador que ficou de fora e despertou a fúria da galera. A única unanimidade seria Marcelo, mas o lateral-esquerdo do Real Madrid teve problemas de comportamento e não mostrou maior interesse em se enquadrar para fazer parte do grupo.

O sinal de alerta está ligado. Apesar de acertar na montagem da base da equipe, Mano precisa fazer seus jogadores atuarem como um time e não como um bando, sem saber o que fazem em campo. Além de ter que repensar algumas apostas suas, como Jádson e André Santos.
Para dar uma ajudinha ao treinador gaúcho, preparamos uma análise dos convocados, com quem deve permanecer e quem deve sair da Seleção.

2014 neles (Mandaram bem e merecem continuar na Seleção)

- Pato – Não inspira confiança. Ainda não é o goleador ideal para substituir Romário e Ronaldo. Talvez nem venha a ser, mas nos dias de hoje é titular absoluto.
- Neymar e Ganso – A dupla do Santos não brilhou. Mas continua sendo a grande aposta do futebol brasileiro.
- Lúcio – Voltou a ser o xerife da zaga, mas a idade pode pesar nos próximos anos.
- Thiago Silva - É sem dúvidas um bom zagueiro e quem sabe convivendo com o mestre Lúcio não possa ser um bom comandante para a zaga em 2014. Perdeu penalti ontem, mas pelo menos chutou na direção do gol.
- Lucas – O garoto foi tímido em alguns momentos, porém mostrou mais vontade do que alguns titulares.

Abre o olho, Mano! (Eles têm crédito, mas não podem mais vacilar)

- Júlio César- O goleiro falhou feio contra o Equador e desta vez não foi decisivo na disputa de pênaltis. Por seu histórico ainda merece ser titular, mas a cada falha as sombras de Victor e Jefferson aumentam sobre o arqueiro da Inter de Milão.
- Daniel Alves – Depois de alguns anos havia conseguido barrar Maicon, mas na primeira competição oficial como dono da camisa 2 o lateral do Barcelona não foi bem e perdeu vaga para seu antecessor.
Fred – Um gol salvador contra o Paraguai. Foi um dos quatro que perderam pênalti, pode pesar contra.

Fica na Argentina (Foram mal na Copa América, não vão fazer falta)
- Robinho – Andou esquentando o banco, reclamou, mas acabou voltando ao time. Terminou a Copa América jogando de meia. Pode perder espaço para Lucas.
- Lucas Leiva e Ramires – Depois de Felipe Melo, Josué e etc, a atua dupla de volantes era uma das grandes esperanças dessa nova Seleção. Um dos dois precisa sair e dar lugar para um verdadeiro cão de guarda.
- Elano - Jogador mediano que não acrescentou em nada na competição.

Não comprometeram

Não compremeteram aqueles que não entraram em campo, pois, todos que disputaram as partidas tem sua parcela de culpa na eliminação, alguns mais, outros menos, mas todos contribuiram para o futebol medíocre apresentado pelo Brasil na competição e pelo vexame na eliminação.

domingo, 17 de julho de 2011

Pelas mãos de Muslera, Celeste volta a aprontar

Por João Oliveira,
Uruguai e Argentina mais uma vez corresponderam às expectativas geradas pelo mais antigo clássico entre seleções do mundo. O talento de Messi não foi suficiente para superar a mística da camisa azul celeste. Os uruguaios conseguiram segurar o empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, mesmo com um jogador a menos desde o primeiro tempo. E viram Muslera fechar com chave de ouro uma atuação irretocável, pegando um pênalti de Tevez e classificando o time para as semifinais da Copa América.
O jogo começou quente. Logo aos cinco minutos de jogo Diego Pérez aproveitou rebote de Romero e abriu o placar para o Uruguai. Apesar do susto, os argentinos foram, aos poucos, impondo seu estilo de jogo e dominando a partida com seu toque de bola. Doze minutos mais tarde o craque deixou sua marca. Depois de uma bela jogada pela direita, Messi achou Higuaín dentro da área. O atacante do Real Madrid escorou livre de e empatou a disputa.
A Argentina foi para cima e dominava a partida, mas sem deixar de passar sufoco atrás. Lugano cabeceou no travessão, aos 35 minutos. Mas a pressão uruguaia durou pouco e terminou com a expulsão de Diego Pérez, antes dos 40 da primeira etapa.
No segundo tempo o Uruguai conseguiu segurar o ímpeto argentino, graças ao goleiro Muslera. O arqueiro da Lazio teve talvez sua melhor atuação com a camisa da seleção e operou alguns verdadeiros milagres na partida. Antes do final do segundo tempo, Mascherano ainda foi expulso e deixou as duas equipes em igualdade numérica.
Nem Forlán, nem Messi. Muslera foi o nome do jogo

O lance de maior perigo na prorrogação veio com Higuaín, que acertou a trave. Na disputa de pênaltis o Uruguai não contou com a velha cavadinha de Loco Abreu, que ficou no banco de reservas, mas viu brilhar mais uma vez a estrela de Muslera, que pegou a cobrança de Tevez. Por ironia do destino a eliminação argentina na Copa América veio pelo Apache, jogador mais querido pela torcida hermana.
A Argentina segue sem conquistar um título desde 1993. Sem ter nada a ver com isso, o Uruguai elimina mais uma vez um rival, fora de casa, e numa data especial. Um dezesseis de julho, aniversário de 61 anos do Maracanazzo, quando a Celeste tirou uma Copa do Mundo do Brasil em pleno Maracanã.
Agora os uruguaios enfrentam o Peru, pelas semifinais da Copa América, sonhando em levar seu 15° título de Copa América.

Peru surpreende e elimina a Colômbia

Por João Oliveira,
O Peru é o primeiro classificado para as semifinais da Copa América. Os peruanos surpreenderam e venceram a favorita Colômbia por 2 a 0 na prorrogação. Depois de deixarem a Argentina para trás na fase de classificação, os colombianos tiveram a chance de passar pelas quartas-de-final nos pés de seu principal jogador, Falcao Garcia. O atacante do Porto chutou um pênalti para fora aos 20 minutos do segundo tempo perdeu uma oportunidade de abrir o placar.
Os peruanos começaram melhor no jogo, com Vargas assustando a Colômbia logo aos 20 minutos. Aos 33, o meia da Fiorentina voltou a incomodar. A seleção colombiana só acordou na metade da segunda etapa, e por pouco não viu Guarín garantir a classificação no finalzinho do tempo regulamentar.
Peru vence a Colômbia na prorrogação

Diferente do que costuma acontecer nas prorrogações, quando as equipes procuram se poupar para ter fôlego nas cobranças de pênaltis. Com chances dos dois lados, o gol saiu depois de uma falha grosseira do goleiro Martínez e do zagueiro Yepes. Os dois foram na mesma bola, se chocaram e deixaram o caminho livre para Lobatón encher o pé e abrir o placar.
A Colômbia sentiu o golpe e foi para cima do adversário mas deixou a zaga desguarnecida. Martínez voltou a falhar desta vez entregando a bola nos pés de Guerrero. O artilheiro não foi fominha e entregou para Vargas marcar e definir a classificação peruana para as semifinais.
O resultado premia uma seleção que não tem nenhum craque, mas é dona de um padrão de jogo interessante, com jogadores conscientes de suas funções em campo e muita superação. Já a Colômbia mais uma vez fracassa depois de ter o favoritismo em um jogo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eles gostam mesmo de tudo "arriba".

Por Daniela Caldeira,

O mundo tomou conhecimento, através do site TV Notas, que o jogador mexicano Andrés Guardado, da seleção do seu país e do La Coruña foi pego em frente ao computador praticando mais do que uma simples conversa. Guardado fez sexo virtual com uma modelo argentina em uma madrugada de junho, durante a participação da seleção mexicana na Copa Ouro, que foi vencida pelo próprio México, em final contra os Estados Unidos.


Guardado bem a vontade


O curioso é que essa não é a primeira vez que os jogadores mexicanos viram notícia por seu insaciável apetite sexual. Na preparação para a Copa América, a seleção mexicana foi para Quito, no Equador, com atletas da equipe sub-22. Em um dos dias, esse grupo denunciou o roubo de seus pertences do hotel onde estavam hospedados. Na investigação, foi descoberto que prostitutas estiveram no local, em uma festinha. As autoridades do futebol mexicano não perderam tempo e cortaram imediatamente os festeiros da equipe que disputaria a Copa América. Héctor González, diretor de seleções nacionais da Federação Mexicana revelou que esses atletas seriam afastados por seis meses de todas as convocações e ainda pagariam uma multa de 50.000 pesos.


Na Copa Ouro: oito desses atletas foram cortados



Haja tequila para tanta festa, né?!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil vence e não convence

Por João Oliveira,
O Brasil entrou em campo para enfrentar o Equador pressionado, por ainda não ter vencido na competição. Além disso, uma derrota significaria uma eliminação precoce na Copa América.  Mesmo sem jogar bem, a Seleção Brasileira passou pelos equatorianos e se classificou em primeiro no grupo. O placar de 4 a 2 não disse o que foi o jogo, mas serviu para dar confiança ao time.
O técnico Mano Menezes, visivelmente nervoso durante a partida, respirou mais aliviado e viu pela primeira vez, desde que assumiu a Seleção, seu time fazer quatro gols em uma mesma partida. O Brasil agora enfrenta o Paraguai, adversário que já encarou na segunda rodada da Copa América e empatou em 2 a 2, com um gol salvador de Fred no final.


Por pouco o Equador não complicou  a vida do Brasil

A Seleção começou com pinta de que espantaria de vez a má fase. Logo no comecinho do jogo Robinho teve boa chance de abrir o placar. Mas foi Alexandre Pato, aos 27 minutos de jogo que fez o garoto do placar trabalhar primeiro. O gol deu tranqüilidade ao time brasileiro, que não jogava bem, mas não corria maiores riscos. Porém uma falha da zaga e, principalmente de Júlio César, culminou no empate do Equador, com Caicedo. Depois de cobrança de tiro de meta, a defesa brasileira deixou o atacante dominar, chutar e contar com o auxílio luxuoso do goleirão da Inter de Milão, que levou um frango clássico.
O gol desestabilizou a equipe, que por pouco não se complicou ainda mais. Os 15 primeiros minutos do segundo tempo acabaram definindo a partida. Logo aos quatro, Neymar colocou o Brasil de novo em vantagem. Caicedo voltou a empatar, aos 13 e Pato fez 3 a 2 para a Seleção dois minutos depois.
A partir daí a equipe de Mano Menezes ganhou mais confiança e ampliou com Robinho, aos 26. O próprio Robinho chegou a marcar o quinto gol, anulado injustamente, já o final do jogo. A julgar pelo susto diante da fraca seleção do Equador, o Brasil vai precisar jogar mais para passar pelo Paraguai nas quartas-de-final.


Ficha do Jogo:
Brasil: Julio César, Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Elias); Robinho, Neymar (Lucas) e Alexandre Pato  Técnico: Mano Menezes
Equador: Marcelo Elizaga, Neicer Reasco, Norberto Araújo, Frickson Erazo e Walter Ayoví; Oswaldo Minda, Christian Noboa, Michael Arroyo e Édison Mendez (Narciso Mina); Christian Benitez e Felipe Caicedo Técnico: Reinaldo Rueda
Gols: Alexandre Pato, aos 28 minutos, Caicedo, aos 37 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 4 minutos, Caicedo, aos 13 minutos, Alexandre Pato, aos 15 minutos, Neymar aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Santos (Brasil); Noboa (Equador)

Venezuela arranca empate no último minuto e impede a primeira vitória paraguaia

Por João Oliveira,
Venezuela e Paraguai fizeram um jogo, que se faltou em técnica, sobrou em emoção. Depois de saírem na frente e sofrerem a virada, os venezuelanos empataram a partida no último minuto, depois de estarem perdendo por 3 a 1. O empate classificou as duas seleções e foi melhor para a Vinotinto, que agora pode ficar na liderança do grupo B.
Quem ficou feliz com a reação da Venezuela foi o presidente do País, Hugo Chávez. O mandatário aproveitou o Twitter para demonstrar toda sua felicidade com o empate. O líder venezuelano foi à loucura com o gol de Perozo, aos 47 do segundo tempo. “Viva La Patria de Bolívar” e “Viva nuestra Juventud”, foram alguns dos tweets de Chávez.
Perozo comemora o gol de empate

Dentro de campo, a Venezuela abriu o placar com cinco minutos, após chute de fora da área de Rondón. O Paraguai empatou com Alcaraz, aos 33 minutos e virou com Lucas Barrios, aos 17 da segunda etapa. Aos 39 do segundo tempo, os paraguaios aumentaram, com seu terceiro gol de bola parada.
Quando já parecia definida, a partida teve mais uma reviravolta. Aos 44 e aos 47 do segundo tempo, com direito ao goleiro venezuelano na área paraguaia, a Vinotinto empatou com Fedor e Perozo. Com o resultado, o Paraguai, que poderia ser líder, se classificou em terceiro no grupo B, enquanto a Venezuela aguarda o resultado de Brasil x Equador para saber sua colocação final na primeira fase.
Ficha do jogo:
Paraguai: Villar, Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera (Santana), Riveros, Ortigoza e Estigarribia (Cáceres); Santa Cruz (Valdez) e Lucas Barrios. Técnico: Gerardo Martino
Venezuela: Vega, Rosales, Vizcarrondo, Perozo e Cichero; Rincón, Di Giorgi, Orozco (Fedor) e González (Maldonado); Rondón e Arismedi (Arango). Técnico: César Farías
Gols: Rondón, aos cinco, e Alcaraz, aos 33 minutos do primeiro tempo; Barrios, aos 17, Riveros, aos 39, Fedor, aos 44, e Perozo, aos 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Valdez e Santana (Paraguai); Perozo e Maldonado (Venezuela).

Agora o bicho vai pegar

Por Claudia Magalhães,


E hoje, às 21:45 é que o bicho vai pegar. O Brasil pega o Equador e precisa pelo menos de um empate para seguir na competição.

A seleção comandada por Mano Menezes, que possui apenas 2 pontos e ainda não convenceu com seu futebol, tem na noite de hoje uma grande responsabilidade: passar às quarta de final da Copa América. Em caso de empate a seleção canarinho garante a vaga como segundo melhor terceiro colocado, já para ser o primeiro do grupo a situação é mais complicada, o Brasil precisa vencer por dois ou mais gols de diferença e ainda torcer por empate entre Venezuela e Paraguai.
Mano Menezes
                                             
Mano, segue fazendo mistério com a escalação, mas o que realmente esperamos é que o futebol surpreenda, pois ninguém esperava uma Copa América tão carente de bom futebol como essa. E dizem as más línguas que a cabeça de Mano Menezes está a prêmio e que em caso de eliminação na Copa América, a situação dele, que não está muito confortável, ficará realmente ruim. Agora, o que nos resta é ficarmos ligadinhos na TV hoje a noite e ver o resultado do jogo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Celeste vence o México e agora pega a Argentina

Por João Oliveira,
O Uruguai entrou em campo pressionado a fazer o mesmo que a rival Argentina fez. Vencer bem e convencer. Além de se classificar para as quartas-de-final da Copa América. A Celeste se impôs e merecia um placar maior do que o magro 1 a 0 sobre o México. Vale ressaltar a boa atuação de Diego Forlán, que comandou os uruguaios em campo, mas segue sem marcar gols na competição.
Foi o atacante do Atlético de Madrid que cobrou a falta que resultou no gol de Alvaro Pereira, aos 15 minutos de jogo. O gol deu tranqüilidade ao time uruguaio, que passou a dominar a partida até o seu final. A vitória deu o segundo lugar no grupo C ao Uruguai, que agora enfrenta a Argentina na próxima fase.
Uruguaios repetem comemoração de Bebeto na Copa de 94

A partir daí, o que se viu foi um jogo de ataque contra a defesa. O México não conseguia ser páreo para o Uruguai, que por outro lado esbarrava na ineficiência de seus jogadores para matarem a partida. Forlán tentou de todas as maneiras possíveis, mas não deixou o seu, mostrando que sua fase na seleção não é tão boa quanto a da Copa do Mundo de 2010.
O México teve a chance de estragar a festa charruá e tirar o Uruguai da segunda colocação. Um gol anulado, já no final do segundo tempo, por pouco não puniu a Celeste pelo excesso de gols perdidos. Essa foi a pior participação dos mexicanos na competição. A seleção Tricolor jamais havia sido eliminada na primeira fase de uma Copa América.
Ficha do jogo:
Uruguai: Fernando Muslera, Maxi Pereira, Diego Lugano, Sebastian Coates, Álvaro Pereira, Arévalo Rios, Diego Pérez, Cristián Rodríguez (Sebastián Eguren), Álvaro González (Nicolas Lodeiro), Diego Forlán (Loco Abreu) e Luis Suárez. Técnico: Óscar Tabárez
México: Luis Michel, Hiram Mier, Néstor Araujo, Héctor Reynoso, Paul Aguilar (Javier Aquino), Diego Reyes, Jorge Enríquez, Dárvin Chávez, Miguel Ponce (Édgar Pacheco), Giovani dos Santos (Oribelte Peralta) e Rafael Márquez.  Técnico: Luis Fernando Tena
Gols: Álvaro Pereira, aos 14 do primeiro tempo
Cartões amarelos: Aguilar, Reynoso, Rafael Márquez, Mier (México)

Gol contra no final dá a liderança ao Chile

Por João Oliveira
O Chile ganhou de presente uma importante vitória sobre o Peru, por 1 a 0, pela Copa América. E foi o próprio adversário quem entregou de bandeja aos chilenos os três pontos, após um gol contra de Aldo Corzo, aos 47 do segundo tempo. De quebra a equipe de Claudio Borghi ainda ficou com o primeiro lugar no grupo C, com sete pontos ganhos, se livrando de um duelo contra a Argentina nas quartas-de-final. Já os peruanos permaneceram com quatro pontos e se classificaram como um dos melhores terceiros colocados.
As duas equipes já entraram em campo classificadas. A única dúvida era saber em quais posições ficariam. Os dois treinadores resolveram poupar jogadores. O Chile só usou Valdívia e Alexis Sanchez no segundo tempo, enquanto o Peru sequer usou seu artilheiro Paolo Guerrero.
Chile e Peru fizeram mais uma partida fraca na Copa América

Com os dois times desinteressados, a partida foi bem morna, sem maiores emoções e grandes chances de gols pelos dois lados. Antes do gol da vitória chilena, no finalzinho do jogo, o principal lance havia sido o desentendimento entre Giancarlo Carmona e Beausejour, expulsos após trocarem empurrões.
O gol da partida saiu após uma cobrança de escanteio dos chilenos. Pouco antes da partida acabar o Peru ainda teve a chance de empatar o jogo, mas Miguel Pinto salvou o Chile, que agora enfrenta o segundo colocado do grupo B.
Ficha do jogo:
Chile: Miguel Pinto, Francisco Silva (Gary Medel), Waldo Ponce, Gonzalo Jara, Luis Jiménez, Carlos Carmona, Marco Estrada, Gonzalo Fierro (Alexis Sánchez), Jean Beausejour, Esteban Paredes (Jorge Valdivia) e Humberto Suazo. Técnico: Claudio Borghi
Peru: Salomón Libman, Santiago Acasiete (Walter Vilchez), Renzo Revoredo, Aldo Corzo, Giancarlo Carmona, Christian Ramos, Josepmir Ballón, Michael Guevara (Carlos Lobatón), Antonio González (André Carrillo), Raúl Ruidiaz, William Chiroque. Técnico: Sergio Marakarián
Gol: Corzo, contra, aos 47 do segundo tempo
Cartões amarelos: Corzo, Revoredo, Ramos, Libman (Peru); Estrada, Valdivia (Chile). Cartões vermelhos: Beausejour (Chile) e Giancarlo Carmona (Peru)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Argentina vence a Costa Rica com boa atuação de Messi

Por João Oliveira,
A Argentina enfim estreou na Copa América. Depois de duas partidas muito ruins e a ameaça de eliminação na primeira fase, a equipe portenha venceu a Costa Rica, convenceu e se classificou. E o melhor, com Messi jogando bem. O resultado de 3 a 0 ficou barato para os costarriquenhos, que precisam agradecer, e muito, aos gols desperdiçados por Higuaín. O atacante do Real Madrid poderia ter saído de campo, em Córdoba, consagrado. Mas foi Aguero quem aproveitou a chance no time titular e deixou sua marca duas vezes. Di Maria fechou o placar.
Os argentinos começaram a partida com o tradicional toque de bola, mas sem ser tão agressiva quanto deveria. A coisa só começou mudar de figura a partir da segunda metade da primeira etapa, quando o novo esquema de Sergio Batista. O futebol de Messi começava a aparecer, jogando mais solto, ora pelo meio, ora revezando com Higuaín pela direita.
Depois disso foi o jogo foi só pressão argentina. Praticamente defesa contra ataque, já que a Costa Rica apenas se defendia. O gol só saiu no último minuto do primeiro tempo. Aguero aproveitou um rebote do goleiro após chute de Zabaleta e fez a Argentina descer para os vestiários mais tranqüila.
Aguero comemora um dos seus gols na partida

O gol incendiou o time, que voltou mordido para a segunda etapa. Especialmente Messi, que colocou Aguero na cara do gol para fazer o segundo dos hermanos, aos sete minutos e Di Maria, aos quatorze. A partir daí deu-se o show de Messi. O camisa 10 atuou de garçom, colocando inúmeras vezes companheiros como Higuaín e Lavezzi em condições de marcar, porém nenhum dos dois foi merecedor dos passes açucarados de Lionel.
Mesmo sem ampliar o placar, a Argentina mostrou força. Apesar da fragilidade do adversário, é bom os próximos rivais não duvidarem do poder de fogo argentino.

domingo, 10 de julho de 2011

Foi um sufoco!

Por: Daniela Caldeira


Fred comemora seu gol, o do empate do Brasil

Logo no começo da partida com o Paraguai, o Brasil levou um baita susto. Aos dois minutos, Roque Santa Cruz recebeu bola de Barrios e perdeu um gol incrível, de cara para Júlio César, na marca do pênalti. Com quatro minutos e bola rolando, o primeiro tumulto: Neymar tentou driblar Véron e o jogador paraguaio lhe deu um tapa no rosto.

O Paraguai se portou melhor no começo da partida, anulando as jogadas de ataque do Brasil e criando algumas jogadas. A melhor oportunidade brasileira saiu aos 19 minutos, com bola de Jádson para Pato, que entrou sozinho na área, em ótima condição de marcar. Mas o atacante quis driblar o goleiro, sem sucesso, desperdiçando a jogada.

O Brasil seguiu displicente, tentando jogadas bonitas, mas nada eficazes. Os jogadores do Paraguai continuaram anulando – e bem, as jogadas brasileiras. O jogo ficou equilibrado, mas não era dos melhores.

Aos 38 minutos da primeira etapa, em lance isolado, Jádson, que um minuto antes poderia ter sido expulso, deu um chutaço de longe e a bola foi no cantinho do gol adversário. O Brasil abriu a contagem, mas não respirou, já que o Paraguai continuou pressionando.

No segundo tempo as ações começaram equilibradas. Aos nove minutos, Neymar conseguiu se livrar de um paraguaio e bateu de longe para o gol, mas a bola foi por cima da meta. No minuto seguinte, empate da albirroja. Em bobeira da defesa canarinho, Roque Santa Cruz recebeu bola no meio da área e chutou de modo certeiro. Após o gol, só deu Paraguai, com alguns lampejos brasileiros. Aos 22 minutos, virada paraguaia. Daniel Alves falhou, deixando Valdez livre para receber bola na área e chutar. A bola ainda bateu em Lúcio, mas sobrou novamente para Valdez, que não desperdiçou a chance. O Brasil conseguiu criar algumas situações na seqüência, mas a forte marcação do adversário e o goleiro Villar impediam o empate. Com o jogo se encaminhando para o final, a torcida paraguaia, maioria no estádio, começou a gritar “olé” a cada passe trocado pelos jogadores da sua seleção e também vaiou Neymar.

Aos 39 minutos, grande chance do Brasil. Elano chutou com muito perigo e Villar salvou com um toque o que seria o empate brasileiro. Com 44 minutos do segundo tempo, Fred, que havia entrado há 8 minutos na partida, recebeu bola de Ganso, girou e chutou para igualar o marcador. Gol do alívio brasileiro, que depois do apito final comemorou o empate como se fosse um título.

Ficha técnica da partida
Brasil 2 x 2 Paraguai
Local: Estádio Mario Alberto Kempes
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Gols: Jádson 38’ – 1º T  e Fred 44’ – 2º T (Brasil); Roque Santa Cruz 10’ – 2º T e Nelson  Haedo Valdez 22’ – 2º T (Paraguai)
Cartões Amarelos: Daniel Alves, Lucas Leiva, Jádson e Alexandre Pato (Brasil); Riveros e Lucas Barrios (Paraguai)
Cartões Vermelhos: -

Brasil: Júlio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva,André Santos; Lucas Leiva, Ramires (Lucas), Jádson (Elano), Ganso; Neymar (Fred) e Pato.
Técnico: Mano Menezes

Paraguai: Villar, Verón, Da Silva, Alcaraz, Torres, Vera; Riveros (Victor Cáceres, Ortigoza, Estigarribia (Matinez); Santa Cruz e Lucas Barrios (Haedo Valdez).
Técnico: Geraldo Martino

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Costa Rica vence a Bolívia e pressiona a Argentina

Por João Oliveira,
O empate com a Argentina na abertura da Copa América empolgou os bolivianos. Até o presidente Evo Morales esteve em Jujuy para apoiar os jogadores contra o time sub-23 da Costa Rica. A Bolívia até começou melhor, mas acabou derrotada por 2 a 0 pelos costarriquenhos.
Os meninos do Caribe apostaram numa arma típica dos jovens, a velocidade. A equipe de Ricardo La Volpe aproveitou o fôlego de sobra, principalmente no segundo tempo, e venceu os bolivianos usando e abusando dos contra-ataques.
Campbell comemora o gol que selou a vitória da Costa Rica

A vitória da Costa Rica começou a ser construída aos 14 minutos da segunda etapa. Martinez aproveitou o rebote do goleiro Arias, após chute de Guevara, e abriu o placar. O atacante com nome de líder revolucionário quase se transformou em vilão da partida. Guevara teve a chance de ampliar o marcador, mas desperdiçou uma cobrança de pênalti e a rebatida do goleiro.
Para a sorte de Guevara, a Bolívia andou facilitando as coisas para a Costa Rica. O time sul-americano teve dois jogadores expulsos – Rivero, que pôs a mão na bola no lance que originou o pênalti; e Flores, após falta violenta.
Com dois jogadores a mais, a Costa Rica fez o segundo gol com Joel Campbell, aos 33 minutos do segundo tempo. A partir daí os costarriquenhos apenas administraram a vantagem.
A Costa Rica chegou aos três pontos e enfrenta a Argentina na última rodada da fase de grupos. Um empate pode classificar a seleção da América do Norte, e complicar muito a vida dos argentinos. Já A Bolívia pega a Colômbia e ainda pode garantir vaga nas quartas-de-final. Mas para isso vai ter que vencer os colombianos e ficar ligada nos resultados dos outros grupos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Novo empate deixa Argentina na berlinda

Por João Oliveira,
A Argentina voltou a decepcionar na Copa América. O time de Sérgio Batista empatou em 0 a 0 com a Colômbia e pode agradecer aos céus por não ter saído com sua primeira derrota na Copa América. A paciência da torcida com a equipe e com o treinador parece ter se esgotado de vez. Os argentinos que estiveram nas arquibancadas do “Cemitério dos Elefantes”, em Santa Fé, vaiaram os jogadores e gritaram o nome de Diego Maradona, num claro sinal de que não estão satisfeitos com o trabalho de Batista.
A Albiceleste voltou a mostrar um futebol sem brilho, com muito toque de bola e sem objetividade. Se na partida de estréia Messi foi bem no primeiro tempo e apagado no segundo, no jogo desta quarta-feira o melhor jogador do mundo foi um verdadeiro blecaute. Nossos hermanos ainda contaram com uma ajuda bem inusitada da arbitragem. O juiz brasileiro Sálvio Espíndola deixou de marcar um pênalti mais do que claro de Burdisso em Ramos. O árbitro deu vantagem no lance e viu Moreno perder um dos gols mais feitos da história da competição, com o gol de Romero aberto.
Torcida atacou Batista e pediu a volta de Maradona

Apesar do sufoco do primeiro tempo, Sergio Batista não fez nenhuma alteração no time para a segunda etapa. Checo sacou Cambiasso e Lavezzi para as entradas de Gago e Agüero. Para se ter idéia do desespero do treinador, a Argentina terminou a partida com quatro atacantes, mas sem nenhuma organização.
O resultado deixou os argentinos com dois pontos no grupo A. Uma vitória contra a Costa Rica na última rodada da primeira fase classifica os portenhos. O que fica bastante ameaçado é o lugar na liderança da chave. Caso não se classifique em  primeiro no grupo, a Argentina corre riscos de enfrentar o Brasil logo na quartas-de-final, frustrando as expectativas da maioria dos torcedores, que aposta numa final entre os dois maiores do continente.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Treinadores argentinos tipo exportação

Por João Oliveira,
Não é só de alfajor, vinho e CQC que vive a exportação argentina. O país também envia técnicos de futebol para os vizinhos sul-americanos. Depois de um início fraco de Copa América, com poucos gols e muitos empates, a competição ainda precisa empolgar e uma das apostas de boa parte das seleções é usar treinadores do país-sede do torneio para ajudarem a desvendar os caminhos das redes argentinas.
Dos 12 países, cinco têm comandantes argentinos. Além da própria Albiceleste, liderada por Sergio Batista, Bolívia, Costa Rica, Paraguai e Chile contam com técnicos do país do tango. Desses, três são campeões mundiais. Ricardo La Volpe, da Costa Rica, era goleiro reserva na Copa do Mundo de 78, quando nossos hermanos venceram em casa.
Em 86, ano do bicampeonato e da consagração de Maradona, Sergio Batista e Claudio Borghi, atual técnico do Chile, foram coadjuvantes do Pibe. Para quem não lembra, Borghi jogou no Flamengo, em 1989. Na ocasião o ex-atacante chegou como astro do time, substituindo Bebeto, vendido ao rival Vasco. O argentino não emplacou e saiu como um dos maiores micos da história do clube da Gávea.
Gerardo Martino fez sucesso com o Paraguai na Copa

Outros dois treinadores hermanos que tentam a sorte em outras seleções na Copa América são Gustavo Quinteros, da Bolívia, e Gerardo Martino, do Paraguai. O primeiro inclusive é naturalizado boliviano e jogou na seleção antes de virar treinador. Já Martino continua sendo argentino nos documentos, mas a identificação com o Paraguai é grande. Depois de treinar alguns times locais, o técnico levou a equipe guarani ao seu melhor resultado em uma Copa do Mundo, no ano passado.  
E não é só a Argentina que exporta treinadores no continente. O colombiano Reinaldo Rueda comanda o Equador. Ano passado ele estava na África do Sul com a seleção de Honduras. Já o uruguaio Sério Markarián treinou o Paraguai por duas oportunidades, inclusive no Mundial de 2002. Hoje o técnico dirige o Peru.
Um dos principais exportadores de jogadores do mundo, o Brasil parece não ter muita moral no mercado de técnicos da América do Sul. O único brasileiro a trabalhar na função durante a Copa América é Mano Menezes, líder da própria seleção brasileira. Uruguai, com Oscar Tabárez, México, com Luis Tena, Venezuela, com César Farias, e Colômbia com Hernán Darío Gómez são os outros que apostam no produto nacional para comandar suas seleções de futebol. Além, é claro, da própria Argentina, que apostou em Checo após a saída de Maradona.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E no vira vira, Chile vence e assume a liderança do Grupo C

Por Claudia Magalhães,


Diante de uma Copa América onde os jogos em nada empolgam os torcedores, onde os gols e a vitórias não aparecem, posso dizer que Chile 2 x 1 México foi o melhor jogo que tivemos. E vale lembrar que tivemos que esperar 6 jogos para ver um time marcar 2 gols nesta Copa América.

Desde o início do jogo estava claro que a vitória seria do Chile. Os Chilenos já começaram para cima, sem medo, tocando a bola e se movimentando muito bem com o cobiçado Alexis Sánchez e as investidas de Isla no ataque. Tanto que logo aos 4'/1ºt após ótimo toque de Isla, Sánchez conclui errado.
Com Sánchez comandando as investidas, o time Chileno seguiu superior, mas perdendo boas oportunidades de abrir o placar. E em certos momentos dava para notar um certo nervosismo, pois mesmo tendo cerda de 70% de posse de bola, não conseguia transformar as jogadas em gols. E como tem aquela velha história de 'quem não faz leva' eis que aos 40º/1ºt o zagueiro Araujo, do México, aproveita a bobeira da zaga Chilena e sem sair do lugar apenas cabeceia para o fundo da rede do Claudio Bravo, que até então era um mero espectador da partida.


                                   Sánchez, o destaque da virada do Chile.

Já na segunda etapa, nada mudou. Chile seguiu partindo para cima não, e mesmo na tentativa de reforçar a marcação, os Mexicanos não conseguiam impor seu ritmo e assim o time Chileno continuou perdendo ótimas oportunidades, principalmente com Suazo, que brincou de perder gols.
Mas foi aos 15'/2ºt que a estrela do treinador Claudio Borghi brilhou, ele sacou o lateral Beausejau e colocou o atacante Paredes, que apenas 6 minutos depois de entrar, aos 21º/2ºt após escanteio, no bate rebate, recebe de Contreras para empurrar para o gol, fazendo assim Chile 1 x 1 México. Daí em diante o Chile conquistou uma segurança maior, em poucos momentos o México conseguia chegar e quando chegava não levava muito perigo.
 E aos 28'/2ºt que o Chile sacramentou sua vitória, em mais uma cobrança de escanteio, Vidal, aparece e cabeceia para fazer o segundo gol do time Chileno. E foi aí que o jogo melhorou. Chile partiu para cima, perdeu algumas oportunidades de ampliar o placar e o México acordou, conseguiu melhorar o toque de bola e assim chegar com perigo ao gol de Claudio Bravo, tanto que aos 44'/2ºt após confusão na area do Chile, quase que os Mexicanos empatam a partida, mas passado o susto, o arbitro Juan Soto encerra a partida que deu aos Chilenos a liderança do grupo C.

FICHA TÉCNICA:

Local: Estádio Bicentenário, em San Juan (ARG)
Árbitro:
Juan Soto (VEN)

GOLS:
Araujo, 40'/1°T (0-1); Paredes, 21'/2°T (1-1); Vidal, 27'/2°T (2-1).
Cartões amarelos:
Aquino, Reyes, Aguilar e Pacheco (MEX); Bravo (CHI).

CHILE: Bravo, Contreras, Ponce e Jara; Isla, Medel, Vidal, Beausejour (Paredes, 15'/2°T) e Fernandéz (Carmona, 38'/2°T); Sánchez e Suazo (Estrada, 46'/2°T). Técnico: Claudio Borghi.
GOLS:  Paredes, 21'/2°T ; Vidal, 28'/2°T.
Cartões amarelos:  Bravo.
Cartões vermelhos: --

MÉXICO: Luis Michel, Aguilar, Chávez, Araujo, López e Mier; Reyes e García; Aquino (Peralta, 27'/2°T), Giovani Dos Santos e Lugo (Pacheco, 43'/2°T). Técnico: Fernando Tena.
GOLS: Araujo, 40'/1°T
Cartões amarelos: Aquino, Reyes, Aguilar e Pacheco.
Cartões vermelhos: --

Uruguai é mais um favorito a tropeçar na estréia

Por João Oliveira,
Depois das fracas estréias de Argentina e Brasil, a grande esperança de um bom futebol na Copa América era o Uruguai, um dos três gigantes da competição. A boa atuação ficou só na vontade. Muito embora a Celeste tenha sido mais agressiva do que os maiores rivais, o empate em 1 a 1 com o Peru foi justo. Apesar do placar magro, os torcedores não podem reclamar dos dois gols do jogo. O primeiro veio após um lançamento espetacular de Guevara da intermediária de defesa peruana, que deixou Guerrero sozinho com o goleiro Muslera, após ganhar facilmente de Lugano na corrida. Já do lado uruguaio, Luís Suárez mostrou oportunismo, ao tocar na saída do goleiro, depois de receber ótimo passe de Lodeiro.
Desde o início as duas equipes deixaram suas estratégias bem claras. Com mais jogadores de qualidade e com um time bastante entrosado, o Uruguai teve amplo domínio de bola e pressionou o Peru em vários momentos. Já os peruanos superaram bem os importantes desfalques de Farfán e Pizarro (machucados, ambos ficaram de fora da competição). Com uma proposta de jogo bem definida, o Peru marcava bem na defesa, bloqueando o ataque adversário, e saía muito rápido no contra-ataque.
Cavani é marcado de perto por zagueiro peruano

Foi assim que saiu o primeiro gol da partida, aos 24 minutos. Após roubada de bola, Guevara lançou Paolo Guerrero, isolado no ataque até então. O atacante ganhou de Lugano, na velocidade, driblou o goleiro e tocou com tranquilidade para o findo do gol. Precisando do empate, o Uruguai pressionou bastante. Forlán cobrou duas faltas perigosas, que levaram perigo ao gol peruano.
Porém foi com a bola rolando que a Celeste empatou a partida. Lodeiro deixou o artilheiro Luís Suárez na cara do gol. O atacante do Liverpool não decepcionou e deixou a sua marca, no finalzinho do primeiro tempo.
O segundo tempo começou parecido com a primeira etapa. O Uruguai não parava de atacar. Enquanto o Peru esperava outro vacilo do adversário. A insistência charrua quase resultou num gol de Forlán, mas o atacante do Atlético de Madrid chutou por cima da meta, depois de receber um bom passe de Suárez. Do outro lado, Guerrero teve a chance de fazer seu segundo gol e matar o jogo, mas cabeceou para fora.
O empate foi melhor para o Peru, de quem se esperava menos na partida. Já o Uruguai não correspondeu às expectativas e foi mais um favorito a tropeçar na Copa América. Na próxima rodada o Peru encara o México, enquanto a Celeste mede forças com o Chile.
Uruguai: Muslera, Rodríguez, Victorino, Lugano e Cáceres; Pérez, Arévalo Ríos e Lodeiro (Cristian Rodríguez); Suárez, Forlán e Cavani (Abel Hernández).  T: Oscar Tabárez
Peru: Raúl Fernandez, Revoredo, Acasiete, Alberto Rodríguez e Vilchez; Balbín, Ballón, Guevara (Lobatón), Yotún (Vargas) e Advíncula (Chiroque); Guerrero. T: Sergio Markarián
Gols: Guerrero, aos 24, e Suárez, aos 45 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Acasiete, Guerrero, Cruzado e Vargas (Peru); Cáceres (Uruguai).