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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fogão é garfado mais uma vez em Floripa

Por João Oliveira,
A volta do Botafogo a Florianópolis foi traumática. Depois da eliminação e da pancadaria contra o Avaí, pela Copa do Brasil, o Fogão visitou o Figueirense pensando em embalar no Brasileirão, com a terceira vitória seguida. O adversário da vez não vencia há seis rodadas e parecia ser o rival perfeito para mais um triunfo botafoguense fora de casa. Só se esqueceram de combinar isso com o Figueira. Jogando no erro do Glorioso, a equipe de Jorginho venceu por 2 a 0.
Assim naquela partida contra o Avaí, o Botafogo volta para o Rio de Janeiro podendo reclamar de um erro da arbitragem. Quando perdia por 1 a 0 e tentava o empate, o Fogão teve marcado um pênalti inexistente contra si, convertido pelo Figueirense. O gol dificultou muito a vida do time da Estrela Solitária, mas não dá para negar que a equipe foi mal e não soube aproveitar o domínio do jogo.
Depois de uma trégua após duas vitórias seguidas, Caio Júnior volta a ficar no olho do furacão e vai precisar vencer o Vasco na próxima rodada para voltar a ter a confiança do torcedor alvinegro.
O Botafogo começou o jogo bem, com posse de bola, tomando a iniciativa, como se jogasse em casa. Porém o domínio não resultava em lances de perigo. Herrera e Maicossuel fizeram boas jogadas, mas não conseguiram finalizar. Por outro lado, o Figueirense marcava muito forte atrás, na esperança de encaixar um contra-ataque.
O primeiro gol do Figueira veio aos 17 minutos de jogo, de bola parada. Elias cobrou falta pela direita e Edson Silva subiu para marcar. O goleiro Jefferson subiu mal e facilitou as coisas para o adversário.
Com vantagem no placar, o time da casa se fechou ainda mais. Sem criatividade num meio-campo muito congestionado, o Botafogo tinha duas jogadas principais. Os cruzamentos na área procurando Loco Abreu e as tentativas de chutes de longe. Nenhuma delas surtia efeito.
O panorama seguiu assim até o final do primeiro tempo. Aos 39 minutos, o Glorioso sofreu outro duro golpe. O árbitro Wagner Reway deu um pênalti inexistente em Júlio César, do Figueirense, que se jogou dentro da área, sem ao menos ter sido tocado pelos zagueiros botafoguenses.
O próprio Júlio César bateu e ampliou para o Figueira. O técnico Caio Júnior começou o segundo tempo com uma substituição. Lucas no lugar do inoperante Alessandro. Apesar da pressão inicial, com chances perdidas por Herrera e Renato, o Botafogo não conseguiu diminuir o placar.
Antes dos quinze minutos do segundo tempo, Marcelo Mattos acertou o travessão do goleiro Wilson, que fez boa intervenção após boa jogada de Cortês.  Aos 20, uma esperança. Autor do primeiro gol do jogo, Edson Silva foi expulso, deixando sua equipe com um jogador a menos.
A expulsão não ajudou o Fogão, que seguiu dominando, mas sem objetividade. O time não soube aproveitar uma cobrança de falta em dois lances dentro da área do Figueirense. Perigo mesmo só aos 45 minutos, com Felipe Menezes, mas Wilson fez boa defesa. Para piorar, Maicossuel foi expulso infantilmente e desfalca o time no clássico contra o Vasco, domingo no Engenhão.
Ficha do Jogo:
Figueirense: Wilson; Coutinho (Roger Carvalho), Edson Silva, João Paulo e Juninho; Túlio (Jackson), Ygor, Elias, Maicon e Fernandes; Júlio César. Técnico: Jorginho
Botafogo: Jefferson; Alessandro (Lucas), Antônio Carlos, Gustavo e Cortês; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Elkeson e Maicossuel; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Caio Júnior
Cartões Amarelos: Coutinho, Túlio, Edson Silva, Elias, Júlio César, Alessandro, Marcelo Mattos e Maicossuel.
Cartões Vermelhos: Edson Silva e Maicossuel

Temporada na Espanha já começa agitada com Barça e Real

Por João Oliveira,

Parece que foi ontem que o mundo parou para acompanhar a maratona de jogos entre Barcelona e Real Madrid. Foram quatro jogos em menos de um mês. Dois pela Liga dos Campeões da Europa, um pelo Campeonato Espanhol e outro pela Copa do Rei. Em duelos marcados por muita tensão e rivalidade, o Barça levou a melhor, se classificando para a final da Champions League e ratificando o título espanhol da temporada. Para os merengues restou a Copa do Rei.
Pois a temporada passada mal terminou e os dois rivais espanhóis já vão se encontrar de novo. Dessa vez os confrontos são válidos pela Supercopa da Espanha. A importância dos jogos é tão grande, que o técnico do Barcelona, Pep Guardiola, já pensa em antecipar a volta de Messi e Daniel Alves, de férias por terem jogado a Copa América.
O primeiro jogo acontece no próximo dia 14, no Santiago Bernabéu. A partida de volta, no Camp Nou, está marcada para o dia 17. Além do gostinho de ganhar do rival e levantar mais um troféu, o título da Supercopa da Espanha serve para dar moral para o restante da temporada. Para os fãs de futebol, uma ótima oportunidade de ver como os reforços das duas equipes vão se portar em sua primeira decisão.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Boa, meninos!

Por Daniela Caldeira

O jogo entre Brasil e Áustria, válido pelo Mundial sub- 20 da Fifa, começou truncado, com muitas faltas. E bem no início, aos doze minutos, a Seleção Canarinho sofreu uma baixa. O lateral-esquerdo Alex Sandro sentiu a mesma lesão que o afastara do primeiro jogo do Mundial, contra o Egito. Gabriel Silva entrou em seu lugar e deu conta do recado. O canhoto criou as melhores chances brasileiras na primeira etapa.  Aos 26 minutos, Casemiro mandou boa oportunidade por cima do gol austríaco. Já aos 37 minutos, novamente pela esquerda, Oscar tabelou com Philippe Coutinho e o meia cruzou para Henrique, na área, colocar a bola no fundo da rede do goleiro Radlinger. A pressão continuou e para fechar a primeira etapa, Henrique ainda teve tempo de mandar uma bola no travessão.

Henrique comemora seu gol, o primeiro da partida

No segundo tempo, o time verde e amarelo precisou de sete minutos para garantir a vantagem. Danilo sofreu pênalti, que Philippe Coutinho bateu. Diferente dos colegas da Seleção “grande”, Coutinho bateu e fez. E o ex-vascaíno seguiu ditando o ritmo da partida, com bons passes e toques, como aos 18 minutos, quando tocou de calcanhar para o volante Casemiro, que passou para Willian com mamão e açúcar. O atacante não fez desfeita e fechou o resultado.

Detalhe da camisa de Coutinho, autor do segundo gol


O Brasil é primeiro colocado do Grupo E, com quatro pontos, na frente do Egito - que também venceu o Panamá em seu segundo confronto, apenas pelo saldo de gols.

Ficha técnica da partida
Brasil 3 x 0 Áustria
Local: Estádio Metropolitano Roberto Meléndez – Colômbia
Árbitro: Mark Geiger (EUA)
Gols: Henrique (Brasil), aos 37’ – 1ºT, Philippe Coutinho (Brasil), aos 7’ – 2ºT e Willian (Brasil), aos 18’ – 2ºT
Cartões Amarelos: Juan (Brasil) e Windbichler (Áustria)
Cartões Vermelhos: -

Brasil: Gabriel; Danilo, Bruno Uvini, Juan e Alex Sandro (Gabriel Silva); Fernando, Casemiro, Oscar e Philippe Coutinho; Willian José (Dudu) e Henrique (Negueba).
Técnico: Ney Franco.                    

Áustria: Radlinger; Windbichler, Dilaver, Schimpelsberger e Rath; Kainz; Gucher (Mitrovic), Farkas, Klem e Ziegl (Teigl); Weimann (Zulj).
Técnico: Andreas Heraf

Desencantou!

Por Daniela Caldeira

Foi melhor do que qualquer tricolor poderia imaginar. Depois de resultados magros e poucos gols marcados, o Fluminense aproveitou a partida contra o Ceará, no Engenhão, para enfim, convencer.

O início do jogo pareceu ser igual aos demais, em que o Fluminense dava espaço em campo e não conseguia criar. O Ceará adiantou a marcação para o campo tricolor e não deu espaços para o adversário.  Com três volantes na equipe, a “Carroça Desembestada” ainda criou boas chances por intermédio de Marcelo Nicácio e comandado por Enrico, ex-jogador do Vasco.

O Fluminense não conseguia acertar suas jogadas, errava muito e os cruzamentos para Fred e Rafael Sóbis eram muito ruins. E como as bolas alçadas na área não surtiam efeito, Fred, em lançamento de Souza, tentou jogada individual, mas sofreu falta. Em um lance de bola parada, começou o alívio tricolor. Em cobrança de Souza, Fred, de cabeça, abriu o placar, aos 35 minutos do primeiro tempo.

O Ceará, atén então bem na partida, se afobou com o gol e começou a levar pressão do atual campeão brasileiro. Nove minutos após o gol, aos 44, Marquinho deu um chutaço para o gol, mas o goleiro Diego espalmou. Aos 46, a vantagem tricolor se tornou maior. Não em número de gols, mas sim, em material humano. O volante Heleno botou o pé no peito de Fred, com vontade e foi expulso, merecidamente.

O segundo tempo começou fulminante. Logo aos três minutos de bola rolando, Souza, de rebote, após bela jogada de Carlinhos, amplia para o Fluzão. O time das Laranjeiras dominou as ações, o Vozão sentiu o golpe e recuou toda a equipe, dificultando a penetração tricolor no campo adversário. Com toques de bola para administrar o placar, o Fluminense conseguiu fazer seu terceiro gol na partida. Aos 18 minutos, em jogada de Marquinhos e Fred, o atacante tocou para Rafael Sóbis, que bateu cruzado, marcando seu primeiro gol pelo clube.

Rafael Moura comemora seu primeiro gol pelo Flu


O Ceará chegou a dar o último suspiro, aos 29 minutos, quando Osvaldo arriscou chute de longe e a bola explodiu no travessão de Diego Cavallieri. Mas de nada adiantou. O tricolor estava mesmo disposto a ganhar o jogo e dois minutos depois, aos 31, em cobrança de Souza para a área, o outro Rafael, o Moura, o He-Man, fez o dele, de cabeça. Aos 34, bola no travessão cearense. Rafael Moura quase conseguiu marcar pela segunda vez. Para encerrar bem a noite, Fred, aos 47 minutos, mandou bola na trave direita do goleiro Diego. Assim terminou a goleada tricolor. Além do bom placar, o Fluminense conseguiu transformar seu saldo de gols em positivo. O clube tem, agora, um gol de saldo no campeonato.

Ficha técnica da partida
Fluminense 4 x 0 Ceará
Local: Engenhão – RJ
Árbitro: Wagner Reway
Gols: Fred (Fluminense) 35’ – 1ºT, Souza (Fluminense) 3’ – 2ºT, Rafael Sóbis (Fluminense) 18’ – 2ºT e Rafael Moura (Fluminense) 31’ – 2°T
Cartões Amarelos: Márcio Rosário e Carlinhos (Fluminense), Diego Sacoman e João Marcos (Ceará)
Cartões Vermelhos: Heleno (Ceará)

Fluminense: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Fernando Bob, Marquinho (Julio César) e Souza (Wallace); Rafael Sobis (Rafael Moura) e Fred.
Técnico: Abel Braga

Ceará: Diego, Boiadeiro (Patrick), Fabrício, Diego Sacoman e Vicente; Michel, João Marcos, Heleno e Enrico (Vicente); Osvaldo e Marcelo Nicácio (Rudnei).
Técnico: Vagner Mancini

Cariocas vão mal nas divisões inferiores

Por João Oliveira,
A rodada do final de semana foi ótima para os times cariocas no Brasileirão. Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense venceram e estão na parte de cima da tabela. Enquanto os flamenguistas provaram que estão na briga pelo título, os vascaínos já começam a sonhar em entrar nessa disputa. Já o Glorioso e o Tricolor vislumbram o G-4.
Se a situação na Série A é boa, os times do Rio de Janeiro enfrentam dificuldades nas divisões de acesso da competição. Na Série B o Duque de Caxias, que por pouco não subiu no ano passado, ainda não venceu em 14 jogos disputados. São quatro empates e dez derrotas, além de ter a pior defesa do campeonato. A equipe já está a distantes 12 pontos do São Caetano, primeiro clube fora da zona de rebaixamento.
Para piorar a coisa, depois da última derrota, contra o Goiás, na última sexta-feira, o técnico Valdir Espinosa pediu demissão, assim como Alfredo Sampaio já havia feito no início da competição. O nome do novo treinador ainda não se sabe, mas o que ninguém duvida é que ele vai ter bastante trabalho para salvar o Duque.
Nem os gols de Somália salvam o Duque

Pela Série C, Madureira e Macaé também não vão bem das pernas. Apesar de ainda só terem disputado duas partidas cada um, os cariocas ocupam exatamente as duas últimas posições do grupo C do campeonato. O Tricolor Suburbano ainda não pontuou e fica cada vez mais distante do acesso e mais próximo da quarta divisão. Já o Alvianil Praiano empatou um e perdeu outro.
Os tropeços fizeram os cariocas se distanciarem de Ipatinga e Brasiliense, com seis pontos ganhos, e Marília, com quatro. Dos clubes tradicionais que disputam a Terceira Divisão, o Fortaleza vai mal das pernas, com duas derrotas, já o Payssandu está em segundo no grupo A e estaria classificado para a próxima fase. O América-RN lidera o grupo B e também está bem na parada.
Pela Série D, a situação dos cariocas é um pouco melhor. O Sendas, que ainda não mudou oficialmente o nome para Audax-Rio, goleou o São Mateus-ES fora de casa e agora está na vice-liderança do grupo 6, com quatro pontos, dois atrás do Vila Nova. O Volta Redonda tem apenas um ponto em dois jogos, mas ainda briga pela vaga.
Dono da camisa com mais tradição da Série D, o Santa Cruz lidera sua chave apesar de ter tido dois tropeços. Com cinco pontos ganhos, o Santinha está a frente de Guarani-CE e Santa Cruz-RN. Quem não tem a mesma sorte é o Juventude, em terceiro no grupo 8, atrás de Cianorte-PR e Metropolitano-SC.

Perde em casa, mas ganha fora

Por Daniela Caldeira

O jogo entre São Paulo x Vasco, no Morumbi, serviu para compensar a semana cruzmaltina. Na quinta-feira, dentro de São Januário, o Gigante da Colina se complicou e empatou com o Bahia no apagar das luzes, em 1 a 1.

Consciente de que precisava buscar a vitória dentro do campo adversário, o Vasco começou o jogo estudando os são-paulinos. Querendo se firmar no G-4, o tricolor paulista partiu para dentro do Vasco.  Se postando muito bem na defesa, jogando com boa marcação, o time criou algumas jogadas de ataque, quase sempre por meio de Dagoberto, mas sem sucesso.

Só aos 21 minutos o Vasco conseguiu seu primeiro escanteio, o que mostrou que o poderio ofensivo não estava nos melhores dias. Aos 22 minutos, surgiu a primeira chance de gol vascaína.

O jogo seguiu com muitos passes errados de ambas as equipes e mesmo com mais jogadas perigosas do São Paulo, a partida ficou morna e nada aconteceu até o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco passou a explorar bem os contra-ataques e logo aos 7 minutos, Diego Souza deu excelente passe para Éder Luís. O atacante partiu em direção ao gol e bateu cruzado, certeiro. A bola bateu na trave, com força e entrou no gol.

O São Paulo seguiu tentando o gol, mas Fernando Prass segurava firme toda e qualquer bola que levasse mais perigo. O jogo ficou mais dinâmico para o cruzmaltino, que passou a contar com o meia Felipe na segunda etapa. O experiente jogador entrou na partida no lugar de Juninho, que completou 300 jogos com a camisa do clube.

Juninho e sua camisa comemorativa pelos 300 jogos


Felipe entrou querendo jogo, mas logo nos primeiros minutos deu um susto no torcedor, ao colocar a mão no joelho. Susto passado, o craque ditou o ritmo da equipe. Aos 34 minutos, Fernandinho, que havia entrado há pouco no tricolor, foi a linha de fundo pela esquerda, tentou cruzar para Dagoberto e Prass, ligado, se antecipou e praticou a defesa. Foi o lance mais perigoso do time paulista no segundo tempo.

O árbitro já tinha assinalado três minutos de acréscimo, depois deu mais um. E foi justamente no tempo extra, aos 47 minutos, que o Vasco exterminou a esperança dos donos da casa. Jumar tabelou com Felipe e foi ao fundo, rolando a bola para o meia que, da entrada da área, mandou um belo chute de canhota para o fundo da rede de Rogério Ceni, que nada pôde fazer.


Felipe comemora seu gol, o segundo do Vasco

Com a vitória, o Vasco ocupa a quinta posição na tabela e ganha ânimo para encarar o Santos, em São Januário, na quarta-feira, às 21:50h. Já o São Paulo continua no G-4, em terceiro, e enfrenta o Bahia, de novo no Morumbi, quinta-feira, às 21h.



Ficha técnica da partida
São Paulo 0 x 2 Vasco
Local: Estádio Morumbi - SP
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra
Gols: Éder Luís (Vasco) aos 7’ – 1°T e Felipe (Vasco) aos 47’ – 1°T   
Cartões Amarelos: Jumar e Julinho (Vasco)
Cartões Vermelhos: -

São Paulo: Rogério Ceni, Ivan Piris (Marlos), Rhodolfo, Xandão (Henrique Miranda), Luiz Eduardo, Wellington, Jean, Carlinhos Paraíba, Rivaldo (Fernandinho), Lucas e Dagoberto.  ,
Técnico: Adílson Batista

Vasco: Fernando Prass; Fágner, Anderson Martins, Dedé, Julinho (Eduardo Costa); Rômulo, Jumar, Juninho (Felipe), Diego Souza; Alecsandro, Eder Luis (Leandro).

                                                                                                                                                                             

Papai x Loco

Por Daniela Caldeira

O duelo era entre Cruzeiro e Botafogo, mas as atenções se voltavam para a disputa particular entre Joel Santana e Loco Abreu. Depois de três meses afastado do grupo por estar com o Uruguai na Copa América, o atacante retornou justamente contra o time comandando pelo seu ex-técnico, com quem não mantinha o melhor dos relacionamentos.

Loco Abreu voltou ao Botafogo e marcou seu gol


Dentro do campo, as ações começaram equilibradas, com o Botafogo um pouco melhor que o time celeste. As duas equipes erravam muitos passes e o cérebro cruzeirense, o argentino Montillo, não aparecia como de costume.

O Cruzeiro jogou boa parte do primeiro tempo recuado, tomando pressão do alvinegro carioca, e só na metade dele ofereceu perigo ao goleiro Jefferson, com Montillo e Leandro Guerreiro, ex-Botafogo. O jogou melhorou a partir daí e o time mineiro cresceu no jogo. O Botafogo tentava algo, mas esbarrava na retranca celeste. Aos 44 minutos, em jogada de Maicosuel, Herrera ficou com o rebote por muito pouco não abriu o marcador.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou com Roger no lugar de Gilberto e meia deu mais agilidade ao seu time. Os mineiros martelaram o time do Botafogo nos primeiros dez minutos de jogo, mas aos onze, ao receber um passe da esquerda, Loco Abreu mandou para o gol e abriu a contagem para os alvinegros. El Loco ainda assustou minutos depois, aos 16, quando de primeira, mandou para fora.

O jogo seguiu com passes errados em demasia e Joel Santana foi xingado pela torcida cruzeirense, impaciente, ao fazer substituições contestadas. Com algumas tentativas alvinegras e muito mais chances celestes, o jogo não mudou e o resultado seguiu estático, até o apito do árbitro. A torcida vaiou o time e o Botafogo, que não tinha nada a ver com isso, comemorou. Loco Abreu, o homem das cavadinhas, voltou e deu a vitória ao seu time.

O Botafogo é sexto colocado, enquanto o Cruzeiro ocupa a nona colocação na tabela do Brasileirão. A próxima partida do Botafogo será quarta-feira, às 19:30h, no Orlando Scarpelli, contra o Figueirense. Já o Cruzeiro, recebe o Flamengo, na Arena do Jacaré, na quarta-feira, às 21:50h.


Ficha técnica da partida
Cruzeiro 0 x 1 Botafogo
Local: Arena do Jacaré – Sete Lagoas – MG
Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Gols: Loco Abreu (Botafogo) 11’ – 2°T
Cartões Amarelos: Gil e Wallyson (Cruzeiro) e Jefferson, Léo e Bruno Cortês (Botafogo)
Cartões Vermelhos: -

Cruzeiro: Fábio, Marquinhos Paraná, Gil, Naldo, Gilberto (Roger); Fabrício (Reis), Montillo, Everton, Leandro Guerreiro, Ortigoza (Sebá), Wallyson.
Técnico: Joel Santana

Botafogo: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Gustavo, Élkeson (Léo), Bruno Cortês; Herrera (Felipe Menezes), Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel, Loco Abreu.
Técnico: Caio Junior