Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Vasco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vasco. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Final de semana com saldo negativo para o Rio

Por Daniela Caldeira,

A rodada de final de semana começou boa para os cariocas. No sábado, em Volta Redonda, o Fluminense recebeu o Atlético – GO em partida que teve lá sua carga dramática. Os rubro-negros goianos abriram o marcador aos 41 minutos do primeiro tempo, com Bida, e ampliaram aos 17, com Márcio. O Fluminense pareceu não acreditar no que acontecia. A torcida vaiava o time com vontade e o cenário trágico estava formado. O jogo foi para o intervalo sem alteração no resultado. Na segunda etapa, a cada minuto que passava, ficava nítido o desespero dos jogadores em tentar revertera situação. E só aos 36 minutos, o tricolor conseguiu descontar, com Rafael Sóbis. O mesmo atacante empatou a partida, aos 42. e algo inacreditável aconteceu: no apagar das luzes, aos 45 minutos da etapa derradeira, o outro Rafael, o He-Man, deu números finais ao marcador. A vitória acendeu a torcida, que passou das vaias para os aplausos em questão de minutos.

Já o domingo não foi tão agradável para a dupla Vasco e Flamengo. No Engenhão, desfalcado de Ronaldinho Gaúcho, que servia à Seleção Brasileira, o Flamengo pegou o Bahia, que até o início da rodada figurava na zona de rebaixamento. O cenário era perfeito para encostar no líder Corinthians, novamente. Mas no campo, a perfeição passou longe. Com 22 minutos de bola rolando, Titi, do Bahia, abriu o placar para os visitantes. Sete minutos depois, aos 29 minutos, Renato Abreu, de falta, empatou. Os rubro-begros não estavam em umbom dia e o que poderia ser uma reação, logo esfriou quando, aos 33 minutos, Dodô colocou o tricolor baiano na frente, mais uma vez. O “dia para esquecer” ficou completo quando Souza, aos 45 minutos do primeiro tempo, fez o terceiro gol dos visitantes e o último tento da partida, sem deixar chances para o time carioca sequer tentar a igualdade no placar.

Paralela à partida no Engenhão, o Vasco perdeu uma chance de ouro. Esse foi o sentimento de jogadores e torcida, após a derrota de 4 x 1 para o América –MG ontem a tarde, no Ipatingão. Sem sua zaga de confiança, já que Anderson Martins foi negociado e Dedé estava servindo a Seleção, o Vasco se mostrou um time frágil, que terá que correr muito – e rápido, atrás de boas peças de reposição nesse setor. O América é o lanterna do campeonato, mas quem viu a partida pode ter pensado, em algum momento, que as camisas estavam trocadas. O Vasco se rendeu em campo, não lutou e a criação de jogadas não existiu. Foi presa fácil. O América, que precisava vencer e não tinha nada a ver com isso, fez o seu papel. Logo aos 19 minutos, André Dias abriu o placar para o Coelho. Dois minutos depois, Juninho Pernambucano, em um golaço de falta, empatou. Mas o time da casa não se abateu e partiu para cima do Gigante da Colina. E aos 42 minutos, Kempes colocou os mineiros novamente em vantagem. Veio o segundo tempo e o panorama da partida não sofreu alterações. Comemoração dos vascaínos, mesmo, só quando era exibido o placar o jogo de seu rival, no Engenhão. Dentro de campo, só dava América e as poucas boas chances do Vasco eram desperdiçadas. Aos 13 minutos da segunda etapa, Marcos Rocha ampliou o marcador. Para fechar a tragédia, André Dias, de novo, fez um belo gol, em chute colocado, aos 40 minutos da etapa final.

O estrago só não foi maior para a dupla Vasco e Flamengo, porque o líder Corinthians também perdeu para o Coritiba, no Couto Pereira. O São Paulo, que ganhou do Figueirense fora de casa, se igualou ao Vasco em número de pontos, mas passou para a segunda colocação por ter mais saldo de gols. Sendo assim, a classificação do campeonato segue dessa forma:

1º Corinthians
2º São Paulo      
3º Vasco
4º Botafogo
5º Flamengo
7º Fluminense

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vasco vence outra fora e segue na cola dos líderes

Por Daniela Caldeira,

A partida entre Avaí e Vasco, na Ressacada, começou com bastante passes errados dos dois lados. O time da casa até iniciou querendo jogo, mas o Vasco logo tratou de mostrar seu cartão de visita. Aos 6 minutos, Juninho bateu falta direta e Felipe, goleiro do Avaí, espalmou para fora.

Apesar de ter menos posse de bola, o Vasco teve ligeira vantagem nas conclusões, com Felipe sendo o destaque da equipe catarinense, com boas defesas. Mas aos 26 minutos, o arqueiro nada pôde fazer. Fágner lançou o meia Diego Souza, que tocou na saída do goleiro avaiano, abrindo o placar para a equipe visitante. Após o gol, o jogo manteve o mesmo ritmo, com o Avaí tentando empatar, mas errando muitos passes e o Vasco chegando na área adversária para tentar ampliar o resultado.

A segunda etapa começou com os cruzmaltinos querendo dar números finais ao placar. O Vasco pressionava o Avaí no seu campo, não dando espaço para o adversário criar as jogadas. Quando o Leão da Ressacada conseguia ir adiante com alguma jogada, a defesa vascaína, sempre bem postada, espantava o perigo, sem problemas. Chamava a atenção, mais do que qualquer bela jogada, a quantidade de passes errados. Aos 21 minutos, o Vasco achou seu segundo gol. Em cobrança de escanteio pela esquerda, Dedé pegou a sobra e chutou para o gol.

Depois do segundo gol sofrido, o Avaí mudou de postura e partiu para cima do Vasco. O time, que está na zona de rebaixamento, precisava reverter o placar, a todo custo. O jogo seguiu muito equilibrado, mesmo depois que o Leão perdeu Róbson, expulso aos 29 minutos. E assim foi até o final, inclusive com o mesmo placar. 2 a 0 para o Vasco, que ocupa a terceira colocação da tabela, atrás do líder Corinthians e do Flamengo. O Avaí é 19º, na zona de rebaixamento.


Ficha Técnica da partida:
Avaí 0 x 2 Vasco
Estádio: Ressacada
Gols: Diego Souza (Vasco) 26’ – 1ºT e Dedé (Vasco) 21’ – 2ºT
Cartões Amarelos: Pará, Bruno Silva e Róbson (Avaí) e Éder Luís e  Alecsandro (Vasco)
Cartões Vermelhos: Róbson (Avaí)

Avaí: Felipe, Daniel (Arlan), Gustavo Bastos, Dirceu, Pará; Bruno Silva, Pedro Ken, Dinélson (Róbson) e Cléverson; Caíque (Willian) e Rafael Coelho.
Técnico: Alexandre Gallo

Vasco: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Anderson Martins, Julinho; Jumar, Rômulo, Juninho Pernambucano (Fellipe Bastos), Diego Souza (Kim); Éder Luis (Leandro) e Alecsandro.
Técnico: Ricardo Gomes

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Botafogo atropela o Trem Bala

Por Daniela Caldeira,


Foi um desastre. Assim os vascaínos podem resumir o placar do jogo contra o Botafogo. Já os botafoguenses definem o resultado com uma palavra: chocolate.

Pois é. A páscoa já passou há algum tempo e o que se viu no Engenhão foi uma doce goleada para o lado alvinegro. O Botafogo começou o jogo mostrando a que veio e, logo aos nove minutos de bola rolando, o zagueiro Antônio Carlos marcou, em cobrança de escanteio.

Após o gol, o Vasco chegou a sentir o baque, mas tentou empatar o marcador. O Gigante da Colina até chegou a ameaçar, mas Jefferson segurava todas as bolas com firmeza. À essa altura, duas figuras contrastavam em campo: Marcio Careca, do Vasco, era vaiado pela torcida e seu setor era uma verdadeira avenida, fonte de jogadas perigosas a favor do Botafogo. E Cortês, também lateral canhoto, mas do alvinegro, jogava com desenvoltura, dando trabalho aos marcadores cruzmaltinos e passando com certa facilidade até mesmo por Dedé, zagueiro recém-convocado para a Seleção Brasileira.

Aos 27 minutos, após bela jogada de Cortês, Herrera chutou bola ao gol, mas Fernando Prass praticou a defesa. No rebote, Loco Abreu mandou para o fundo da rede, ampliando para seu time. O Vasco, em desvantagem no placar, não conseguia dar seqüência em suas jogadas ofensivas, errava passes e desperdiçava jogadas no ataque, já que Éder Luis não aparecia e Alecsandro estava lento e demorando a finalizar. Doze minutos depois, aos 39, outro gol de El Loco. Lucas avança pelo lado direito de ataque – o da avenida Marcio Careca, cruza, Prass de atrapalha e a bola sobra para Élkeson, que ajeita de cabeça para Loco, de primeira, marcar o terceiro gol do time de General Severiano.

Loco comemora um de seus gols

Primeiro tempo terminado, intervalo e os times voltaram a campo. Pelo lado do Vasco, uma alteração que fez a torcida vibrar mais do que em um lance de gol. Saiu Marcio Careca e entrou Juninho Pernambucano.  O ritmo da partida era mais calmo, mas as duas equipes arriscavam. Com 20 minutos, os botafoguenses começaram a gritar “Olé” e um minuto depois, Diego Souza recebeu cartão vermelho, dificultando tudo para o lado do time perdedor.

Até o final da segunda etapa, poucas chances para o lado do Vasco. Ao Botafogo, cabia administrar o resultado. Mas aos 46 minutos, em chute cruzado de Herrera, veio o decreto. Goleada humilhante para os vascaínos e sorriso no rosto dos botafoguenses.

Apesar da derrota, o Vasco continua no G-4, em quarto lugar. O Botafogo ocupa a sexta colocação.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA
Botafogo 4 X 0 Vasco
Local: Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Cartões amarelos: Cortês, Elkeson (Botafogo); Dedé, Jumar, Diego Souza, Felipe (Vasco)
Cartão vermelho: Diego Souza (Vasco)
Gols:  Antonio Carlos, aos 9’ – 1ºT, e Loco Abreu, aos 27’ e 40’ – 1ºT; Herrera, aos 46’ – 2ºT
BOTAFOGO: Jéfferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Lucas Zen) e Elkeson (Cidinho); Herrera e Loco Abreu
Técnico: Caio Junior
VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca (Juninho Pernambucano); Jumar, Rômulo, Felipe (Leandro) e Diego Souza; Eder Luis (Julinho) e Alecsandro
Técnico: Ricardo Gomes

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Perde em casa, mas ganha fora

Por Daniela Caldeira

O jogo entre São Paulo x Vasco, no Morumbi, serviu para compensar a semana cruzmaltina. Na quinta-feira, dentro de São Januário, o Gigante da Colina se complicou e empatou com o Bahia no apagar das luzes, em 1 a 1.

Consciente de que precisava buscar a vitória dentro do campo adversário, o Vasco começou o jogo estudando os são-paulinos. Querendo se firmar no G-4, o tricolor paulista partiu para dentro do Vasco.  Se postando muito bem na defesa, jogando com boa marcação, o time criou algumas jogadas de ataque, quase sempre por meio de Dagoberto, mas sem sucesso.

Só aos 21 minutos o Vasco conseguiu seu primeiro escanteio, o que mostrou que o poderio ofensivo não estava nos melhores dias. Aos 22 minutos, surgiu a primeira chance de gol vascaína.

O jogo seguiu com muitos passes errados de ambas as equipes e mesmo com mais jogadas perigosas do São Paulo, a partida ficou morna e nada aconteceu até o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco passou a explorar bem os contra-ataques e logo aos 7 minutos, Diego Souza deu excelente passe para Éder Luís. O atacante partiu em direção ao gol e bateu cruzado, certeiro. A bola bateu na trave, com força e entrou no gol.

O São Paulo seguiu tentando o gol, mas Fernando Prass segurava firme toda e qualquer bola que levasse mais perigo. O jogo ficou mais dinâmico para o cruzmaltino, que passou a contar com o meia Felipe na segunda etapa. O experiente jogador entrou na partida no lugar de Juninho, que completou 300 jogos com a camisa do clube.

Juninho e sua camisa comemorativa pelos 300 jogos


Felipe entrou querendo jogo, mas logo nos primeiros minutos deu um susto no torcedor, ao colocar a mão no joelho. Susto passado, o craque ditou o ritmo da equipe. Aos 34 minutos, Fernandinho, que havia entrado há pouco no tricolor, foi a linha de fundo pela esquerda, tentou cruzar para Dagoberto e Prass, ligado, se antecipou e praticou a defesa. Foi o lance mais perigoso do time paulista no segundo tempo.

O árbitro já tinha assinalado três minutos de acréscimo, depois deu mais um. E foi justamente no tempo extra, aos 47 minutos, que o Vasco exterminou a esperança dos donos da casa. Jumar tabelou com Felipe e foi ao fundo, rolando a bola para o meia que, da entrada da área, mandou um belo chute de canhota para o fundo da rede de Rogério Ceni, que nada pôde fazer.


Felipe comemora seu gol, o segundo do Vasco

Com a vitória, o Vasco ocupa a quinta posição na tabela e ganha ânimo para encarar o Santos, em São Januário, na quarta-feira, às 21:50h. Já o São Paulo continua no G-4, em terceiro, e enfrenta o Bahia, de novo no Morumbi, quinta-feira, às 21h.



Ficha técnica da partida
São Paulo 0 x 2 Vasco
Local: Estádio Morumbi - SP
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra
Gols: Éder Luís (Vasco) aos 7’ – 1°T e Felipe (Vasco) aos 47’ – 1°T   
Cartões Amarelos: Jumar e Julinho (Vasco)
Cartões Vermelhos: -

São Paulo: Rogério Ceni, Ivan Piris (Marlos), Rhodolfo, Xandão (Henrique Miranda), Luiz Eduardo, Wellington, Jean, Carlinhos Paraíba, Rivaldo (Fernandinho), Lucas e Dagoberto.  ,
Técnico: Adílson Batista

Vasco: Fernando Prass; Fágner, Anderson Martins, Dedé, Julinho (Eduardo Costa); Rômulo, Jumar, Juninho (Felipe), Diego Souza; Alecsandro, Eder Luis (Leandro).

                                                                                                                                                                             

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Com gol as 49 minutos do segundo tempo, Vasco garante o empate contra o Bahia.

Por Cláudia Magalhães


Num jogo de muita retranca pelo lado do Bahia e de muitas oportunidades perdidas pelo Vasco, o gol que garantiu ao time cruzmaltino o empate em 1 x 1 saiu apenas nos acréscimos do 2º tempo, após cabeçada de Élton.

Quem pensou que seria um jogo fácil para o Vasco, enganou se. Logo aos 4º min/1ºt o lateral Ávine puxou um contra ataque pela esquerda, rolou a bola para Souza, que protegeu e tocou para Reinaldo chutar para o fundo da rede e abrir o placar para o Bahia em São Januário.
Mesmo com a vantagem no placar o time baiano recuou e começou a se defender das investidas Vascaina. Marcelo Lomba, ex goleiro do Flamengo, se destacou defendendo grandes chutes do meia Juninho. E assim seguiu o primeiro tempo, Vasco atacando e parando nas mãos de Lomba.

Na segunda etapa, o Bahia tentou ser mais ativo no jogo, mas não durou por muito tempo. Pois logo aos 6 min/2ºt Juninho em cobrança de falta soltou mais uma bomba na direção do gol de Lomba, que fez ótima defesa. Mas dois minutos depois o Bahia mostrou que estava vivo na partida e em jogada iniciada pelo Reinaldo a bola passou por toda área, caiu nos pés do lateral Marcos, que cruzou novamente e por muito pouco não saiu mais um gol de Reinaldo.

E isso acordou o técnico Ricardo Gomes que viu a necessidade de mudar o time para não amargar uma derrota em casa. E colocou o atacante Elton no lugar de Alecsandro e pouco tempo depois sacou o meia Diego Souza para entrada de Bernardo. Mas mesmo com as mudanças, o problema do Vasco não foi resolvido, o time continuava abusando das chances desperdiçadas. E o meia Felipe, que foi muito vaiado pelos torcedores também saiu para dar lugar ao atacante Leandro. 

Pelo lado do Bahia, o técnico Renê Simões resolveu também fazer algumas mudanças, desta forma sacou Lulinha para entrada de Gabriel e Helder para dar lugar ao Ricardinho. Faltando pouco para o fim do jogo, Renê resolveu tirar o autor do gol Reinaldo para entrada de Jones Carioca.

Daí em diante, o Vasco começou a jogar com o coração e tentar de toda forma um gol de empate, mas somente nos acréscimos, aos 49 min/2ºt que o gol salvador saiu.Em falta sofrida pelo time cruzmaltimo proximo a esquerda, onde Marcio Careca foi expulso, após dar um tapa em Marcos. Juninho, o maestro Vascaíno, bateu falta para dentro da área, Lomba saiu, mas nada viu, Bernardo tocou de cabeça para o meio e Elton ajeitou para o fundo da rede, dando um grande alívio para o time da colina.

FICHA DO JOGO

Vasco:

Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo, Juninho Pernambucano, Felipe (Leandro) e Diego Souza (Bernardo); Alecsandro (Elton) e Eder Luis.

Técnico: Ricardo Gomes

Cartão amarelo: Dedé, Bernardo
Cartão vermelho: Marcio Careca

Bahia:

Marcelo Lomba; Marcos, Paulo Miranda, Titi e Ávine; Fabinho, Marcone, Helder (Ricardinho) e Lulinha (Gabriel); Reinaldo (Jones Carioca) e Souza

Técnico: Renê Simões

Cartão amarelo: Souza, Marcelo Lomba, Marcone e Lulinha
Cartão vermelho: --

terça-feira, 26 de julho de 2011

Boa, Vasco!


Por Daniela Caldeira,

Quando soube, no pré-jogo, que o técnico Ricardo Gomes escalaria Diego Souza como titular no jogo contra o Atlético – MG, pensei: “O Vasco vai ganhar esse jogo e o Diego Souza vai decidir”. É, eu estava certa.

O Gigante da Colina fez um bom jogo contra o Galo de Minas e jogou como se estivesse em casa. Com três minutos de bola rolando, Caio quase marcou para o Atlético, mas Fernando Prass estava ligado e fez a defesa. Os mineiros continuaram dando pressão, mas Prass seguiu garantindo lá atrás. Como na máxima do futebol, “quem não faz, leva”, o Atlético levou. O Vasco abriu o placar, aos 17 minutos, com Diego Souza, de cabeça, após cruzamento de Julinho, estreante do dia, que jogou no meio-campo – e não na lateral-esquerda, posição para o qual foi contratado.
                                                        
                                                                                      
                                                                                   (Foto: Gustavo Andrade / Agência Estado)
Diego Souza comemora um de seus gols no jogo


O jogo seguiu equilibrado durante boa parte da primeira etapa, com as duas equipes criando chances de marcar. Mas quando parecia que o Vasco terminaria o primeiro tempo em vantagem, o Atlético tratou de lembrar quem mandava no recinto. Aos 40 minutos, Daniel Carvalho enfiou a bola para Magno Alves, que na área do cruzmaltino, sem marcação, tocou na saída de Prass, que ainda tentou abafar a conclusão, sem sucesso. Empate dos mineiros, que cresceram na partida, com destaque para algumas tentativas de Jonatas Obina.

No segundo tempo de jogo, o Vasco começou aceso e logo aos oito minutos, o volante Rômulo cabeceou a bola, que quicou dentro do gol, rente a linha, mas nem o árbitro e tampouco o bandeirinha assinalaram o feito. Na seqüência, a bola voltou a bater na trave e os jogadores cruzmaltinos foram ao delírio. Aos 17, nova chance para o time carioca, com bola de Dedé na trave. Os vascaínos se portavam com superioridade em campo. Aos 21 minutos, para consolidar o momento, pênalti para o Vasco. O bom momento se confirmava e a chance de garantir a vantagem era real. Alecsandro colocou a bola na marca da cal, bateu a penalidade e o goleiro atleticano Giovanni defendeu.

O Atlético dava algumas investidas no campo adversário com Caio, Daniel Carvalho e até Mancini, que entrou no segundo tempo, mas de nada adiantava, pois o cruzmaltino era o dono da situação. Na reta final da partida, a cara do técnico do time mineiro, Dorival Júnior, era de poucos amigos, mostrando descontentamento com o resultado. Ele parecia prever o pior.

E, aos 44 minutos, novo pênalti para o Gigante da Colina. Bernardo sofreu, mas Diego Souza quem foi para a bola, já que Alecsandro havia saído. Ao contrário de seu companheiro de time, o meia bateu e fez o gol. Seu segundo na partida, o segundo do Vasco contra seu ex-clube. Diego não contrariou a minha expectativa e foi o nome do jogo.

O Vasco ocupa a quarta posição da tabela, na zona da Libertadores e abrindo, por enquanto, chance para o quinto colocado, o Palmeiras, já que tem vaga assegurada na competição. Na quinta, o cruzmaltino recebe o Bahia, às 19:30h, em São Januário.

O Atlético está em 15° lugar e precisa correr atrás do prejuízo. Na quarta, o Galo recebe o Flu, também no Ipatingão. A batata de Dorival Júnior está assando.

Ficha técnica da partida
Atlético MG 1 x 2 Vasco
Local: Ipatingão, em Minas Gerais
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva 
Gols: Diego Souza (Vasco), aos 17’ - 1º T e aos 46’ - 2º T; Magno Alves (Atlético-MG), aos 40’ - 1º T
Cartões Amarelos: Patric, Guilherme Santos, Leonardo Silva, Réver e Serginho (Atlético-MG); Anderson Martins e Eduardo Costa (Vasco)
Cartões Vermelhos: Leonardo Silva (Atlético-MG)

Atlético MG: Giovanni; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Richarlyson, Serginho, Caio (Renan Oliveira) e Daniel (Mancini) Carvalho; Magno Alves e Jonatas Obina (Neto Berola).

Vasco: Fernando Prass; Fágner, Anderson Martins, Dedé e Márcio Careca; Rômulo, Eduardo Costa (Jumar), Diego Souza e Julinho (Bernardo); Alecsandro (Elton) e Eder Luis.

Demissão após voadora na Taça BH de Juniores

Por Claudia Magalhães,

Durante um jogo entre Vasco x Sport pela Taça BH de Juniores, uma cena chocou a todos que estão acostumados a verem talentos nessa competição, viram, ontem uma cena para esquecer.

O goleiro Gustavo do Sport, deu uma voadora covarde no volante Elivélton, do Vasco. O time cruzmaltino vencia por 3 a 1 e nos acréscimos começou uma confusão, quando um jogador do Sport foi apressar Romário, do Vasco que estava caído, para levantar logo e  continuar a partida. Os jogadores do Vasco não gostaram e aí começou a confusão, mas quando a confusão parecia estar controlada, eis que Gustavo abandona o gol do Sport e sem mais nem menos da uma voadora por trás em Elivélton.

O volante do Vasco recebeu atendimento imediato em campo e foi levado para o Hospital Municipal de Barão de Cocais. Elivélton foi submetido a exames, que descataram a possibilidade de uma fratura na coluna cervical. Foi constatado que o atleta sofreu apenas uma contusão de coluna torácica.

Se para Elivélton a situação não passou de um susto, para o goleiro Gustavo o tempo fechou. Após o ocorrido o presidente do Sport fez questão de se desculpar com o Vasco e informou que Gustavo foi afastado da delegação do Sport e a Polícia Militar mineira registrou um boletim de ocorrência pela agressão ao jogador cruzmaltino.

sábado, 16 de julho de 2011

Apagou, mas virou


Por Daniela Caldeira,

Alecsandro, autor dos dois gols do Vasco

A partida entre Vasco e Atlético Paranaense, em São Januário, começou com mais de 15 minutos de atraso, após um apagão no estádio e nas ruas das cercanias. A torcida aproveitou a situação para fazer um “show pirotécnico” com celulares na arquibancada, enquanto aguardava o início da partida.


Quando a bola rolou, o Cruzmaltino começou melhor. O time carioca tomou a iniciativa e partiu para cima do rubro-negro paranaense, mas não sabia transformar o ímpeto em gol. E, logo aos dez minutos de partida, o time visitante abriu o placar. Após jogada de Mádson, que sempre que tocava na bola era bastante vaiado pela torcida vascaína, Kléberson, ex-Flamengo, marcou.


O gol deixou o time do Vasco um pouco sem rumo e o Atlético Paranaense começou a gostar do jogo. O baixinho Mádson era o grande comandante da equipe. O Gigante da Colina não criava jogadas e funcionava apenas com lampejos de alguns jogadores. Felipe sumiu por um bom tempo e Juninho só aparecia, de verdade, nas bolas paradas. E aos 32 minutos, em uma bola na área, Dedé resolveu arriscar e se deu mal. A jogada já estava paralisada e o zagueiro se machucou no lance, ficando aéreo. Depois de ser socorrido pelos médicos do clube, ele voltou a campo, mas não estava bem.


O jogo continuava igual, quase nada acontecia, quando aos 47 minutos, em jogada de Allan – xingado pela torcida por ter falhado na marcação de Mádson, no primeiro gol -, para Alecsandro, o Vasco empatou a partida. Final do primeiro tempo e fim da linha para Dedé, que depois do apito do árbitro, caiu no gramado, mas passa bem.


O Vasco voltou para o segundo tempo com uma postura diferente, agindo como time da casa – como deveria, e buscando o ataque a todo momento. Logo no primeiro minuto de jogo, Éder Luís fez boa jogada e mandou a bola para área, mas não havia nenhum jogador cruzmaltino para arrematar a jogada.


Com o meio-campo mais criativo e Éder Luís buscando mais o jogo, algumas situações foram criadas, mas as finalizações não vingavam. Em contrapartida, Mádson seguia usando as ofensas da torcida adversária como combustível para sua criatividade e vontade, e continuava dando trabalho para a defesa do Vasco, como aos 21 minutos, quando mandou uma bomba para o gol e obrigou Fernando Prass a realizar grande defesa.


Com o passar dos minutos, os vascaínos diminuíram o ritmo e a torcida começou a gritar o nome de Élton, mas não foi atendida pelo técnico Ricardo Gomes. Um minuto após o protesto, Éder Luís fez boa jogada e mandou a bola na cabeça de Alecsandro, que mandou para as redes e virou a partida para o time carioca. A partir daí, o Campeão da Copa do Brasil apenas administrou o resultado. O Vasco é quinto colocado no Brasileirão, com 17 pontos, enquanto o Furacão é o lanterna da competição, com apenas dois pontos ganhos.Na partida contra o Atlético – MG, no próximo domingo, no Ipatingão, o Vasco não poderá contar com o meia Felipe, que levou seu terceiro cartão amarelo e cumprirá suspensão automática.


Ficha técnica da partida:
Vasco 2 x 1 Atlético – PR
Local: Estádio São Januário
Árbitro: Alício Pena Júnior. 
Gols: Kléberson  10’ – 1º T (Atlético – PR) e Alecsandro 47’ – 1º T  e 25’ – 2º T (Vasco)
Cartões Amarelos: Felipe e Dedé (Vasco), Santiago García, Róbston e Wagner Diniz (Atlético – PR)
Cartões Vermelhos: -

Vasco: Fernando Prass, Allan (Jumar), Dedé (Douglas), Anderson Martins, Márcio Careca; Rômulo, Felipe, Juninho Pernambucano e Bernardo (Diego Souza); Éder Luiz e Alecsandro.
Técnico: Ricardo Gomes

Atlético – PR: Renan Rocha, Wagner Diniz, Manoel, Fabrício, Paulinho; Deivid, Róbston (Branquinho), Cléber Santana; Mádson (Guerrón) e Santiago García (Marcinho).
Técnico: Renato Gaúcho

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Lista do Mundial Sub-20 está fechada

Por Daniela Caldeira,

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira a lista dos 21 jogadores que disputarão o Mundial Sub-20, de 29 de julho a 20 de agosto, na Colômbia.

Da primeira lista, cinco atletas foram cortados. O meio-campo Roni (Criciúma), o atacante Sebá (Cruzeiro), o atacante Diego Maurício (Flamengo), o meio-campo Felipe Anderson (Santos) e o atacante Roberto Firmino (Hoffenheim), que não foi liberado pelo seu clube e já estava cortado.

Da seleção campeã do Sul-Americano Sub-20, as novidades são: o volante Allan (Vasco), o atacante Dudu (Cruzeiro), o atacante Philippe Coutinho (Inter de Milão), o goleiro César, o zagueiro Frauches e o atacante Negueba (todos do Flamengo).

Allan, César, Frauches, Galhardo e Coutinho são conhecidos dos torcedores cariocas

Veja a lista dos 21 convocados:

Goleiros: Aleksander (Avaí), César (Flamengo) e Gabriel (Cruzeiro)
Zagueiros: Bruno Uvini (São Paulo), Rodrigo Frauches (Flamengo), Juan e Romário (Internacional)
Laterais: Alex Sandro e Danilo (Santos), Gabriel Silva (Palmeiras) e Rafael Galhardo (Flamengo)
Volantes: Allan (Vasco), Casemiro (São Paulo) e Fernando (Grêmio)
Meias: Alan Patrick (Shakhtar Donetsk), Dudu (Cruzeiro) e Oscar (Internacional)
Atacantes: Philippe Coutinho (Inter de Milão), Henrique e Willian (São Paulo) e Negueba (Flamengo)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Brasil aposta em figuras conhecidas nos Jogos Militares

Por João Oliveira
Enquanto alguns treinadores tentam disciplinar jogadores famosos como Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Fred, outros atletas conhecidos no futebol carioca seguem uma cartilha de comportamento militar, literalmente. Os sargentos Bruno Carvalho e Fábio Augusto vão representar o Brasil nos 5° Jogos Mundiais Militares, que começa nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro.
Assim, identificados pelas patentes, os dois podem até passar batidos pelo público que vai poder acompanhar a estréia do time de futebol do Brasil, às 10h, contra a Argélia, em São Januário. Mas basta exercitar um pouco a memória para descobrir que os dois sargentos já tiveram seus nomes gritados por torcidas de grandes clubes.
Bruno Carvalho: figurinha conhecida no futebol carioca

Bruno Carvalho já jogou nos quatro grandes do Rio, além do América. O lateral-direito revelado no Vasco já teve a oportunidade de levantar uma taça representando o país, no Mundial Sub-20 de 1993, disputado na Austrália. O jogador foi titular numa equipe que também tinha o goleiro Dida e o atacante Jardel.
Já Fábio Augusto começou no Flamengo e passou por Botafogo e Corinthians. Ao contrário de Bruno Carvalho, que já se aposentou do futebol profissional, o meia de 38 anos ainda tenta a sorte em clubes de menor expressão no cenário nacional. Sua última competição oficial foi o Campeonato Paulista da Série A3, quando atuou pelo Paulínia.
Esta não é a primeira vez que jogadores profissionais atuam por times das Forças Armadas. Considerado o maior atleta do século passado, Pelé faz questão de contabilizar os 22 gols que fez pela seleção do Exército na contagem dos seus mais de mil gols. A experiência da dupla Bruno Carvalho e Fábio Augusto é um dos trunfos da equipe brasileira, que está no grupo A da competição, ao lado de Argélia, Suriname e Uruguai.
Outra curiosidade que envolve essa estréia do Brasil nos Jogos é que por conta da partida, o treino do Vasco foi transferido para a casa do maior ídolo de seu maior rival, o CFZ, clube de Zico. Além de São Januário, o Engenhão e o estádio Giulite Coutinho, do América, também vão receber jogos da competição.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Zagueiro Renato Silva é apresentado no Vasco


Por: Daniela Caldeira

O zagueiro Renato Silva foi apresentado de maneira oficial na manhã desta sexta-feira, em São Januário. O jogador, que veio do Shandong Luneng, da China, chega para compor o grupo e ser o reserva imediato de Dedé. O novo cruzmaltino disse estar feliz por chegar ao clube:

“É um prazer estar aqui no Vasco. Agradeço a diretoria e o Ricardo Gomes que confiaram em mim e vou retribuir a confiança, apresentando sempre o meu melhor dentro de campo. Estou chegando num momento muito bom porque o Vasco acabou de ser campeão, está na Libertadores e espero poder ajudar muito aqui no clube”, discursou Renato.

O atleta já fez exames médicos e físicos e na próxima semana estará a disposição do técnico Ricardo Gomes.

Nova camisa do Vasco já possui escudo da CBF 

A nova camisa do Vasco, usada pelo time contra o Corinthians, já faz alusão ao título da Copa do Brasil. Além de muitos patrocínios, a camisa conta com um escudo da CBF ao centro e um escudo do clube ao fundo, em uma marca d’água, tanto no uniforme um, quanto no uniforme dois.

Veja as novas camisas:

Camisa 1

Camisa 2




Camisa de goleiro

Camisa de goleiro


quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Rei voltou, mas não foi suficiente

Por: Daniela Caldeira


Em noite de estréia real no Pacaembu, contra o Corinthians, a majestade brilhou, mas os demais membros da corte não jogaram no mesmo ritmo. O Vasco começou a partida muito bem, obrigado. Logo aos dois minutos de jogo, o estreante da noite, Juninho Pernambucano, em uma cobrança de falta, sua especialidade, abriu o placar para o Vasco.


       Primeiro gol de Juninho na volta ao Vasco


O jogo começou lá e cá, com as duas equipes buscando bastante o gol. Pelo lado do Vasco, Juninho ditava o ritmo, já que Felipe não conseguia acertar passes e Diego Souza “não entrou em campo”. E pelo lado corintiano, Ralf era o destaque. Fernando Prass também ia bem, fazendo boas defesas e garantindo a vitória dentro da casa do adversário, mas aos 21 minutos do primeiro tempo, depois de um escanteio para o Corinthians, Jorge Henrique pegou de primeira, a bola bateu na zaga do Vasco e  sobrou para Ralf, que mandou a bola para o gol, de bate-pronto e contou com a falha do goleiro vascaíno. 



O gol mudou um pouco o andamento do jogo, já que o Corinthians cresceu na partida e criou algumas oportunidades, sendo superior após o empate.  O Vasco criava, o goleiro corintiano Julio César falhava, mas o time esbarrava nos erros de finalização. Aos 36 minutos, o alvinegro quase ampliou o marcador, mas Prass fez excelente defesa com os pés. O Vasco devolveu o susto aos 49 minutos, quando Fágner subiu pela direita, venceu a defesa corintiana, cruzou na área, mas não havia nenhum jogador vascaíno e a bola passou raspando a trave. O Corinthians virou o jogo aos 41 minutos, quando Paulinho, da entrada da área, bateu de bico, na saída de Fernando Prass. O Vasco quase empatou a partida aos 43 minutos, em nova cobrança de falta de Juninho, mas Júlio César espalmou com a pontinha dos dedos. Vitória parcial do Corinthians e fim do primeiro tempo.



O segundo tempo começou com o Vasco adiantando a marcação para o campo adversário e criando boas chances de gol, como aos quatro minutos, onde após cobrança de falta de Juninho, Dedé chegou na bola, mas o árbitro já assinalava impedimento. O Vasco cresceu no início de segunda etapa, mas pecava na última bola e no posicionamento dos atacantes.


A partir da metade do segundo tempo, o Corinthians equilibrou o jogo novamente e chegou ao gol do Vasco com freqüência, porém, sem muito perigo, exceto em algumas jogadas com Alex, que entrou na partida no lugar de Danilo. Aos 43 minutos, quase aconteceu o empate do clube carioca. Bernardo levantou bola na área, nenhum jogador do Vasco conseguiu alcançá-la e a bola parou na trave. Com essa chance perdida, o time de São Januário perdeu, também, a partida.


Essa é a segunda derrota consecutiva do Vasco, que ocupa a décima posição no Campeonato Brasileiro. O próximo confronto cruzmaltino é sábado, às 18:30h em São Januário, contra o Internacional. A partida marca o retorno de Juninho em solo vascaíno e a expectativa dos torcedores é grande. Já o Corinthians segue líder isolado do campeonato e enfrenta o Atlético Goianiense no próximo domingo, às 16h.


Ficha técnica da partida:

Corinthians 2 x 1 Vasco
Local: Estádio Pacaembu
Árbitro: Leandro Vuaden
Gols: Juninho 1' - 1º T (Vasco); Ralf 21' - 1º T e Paulinho 41' - 1º T (Corinthians)
Cartões amarelos: Fagner e Márcio Careca (Vasco), Fábio Santos (Corinthians)
Cartões Vermelhos: -

Corinthians: Julio César, Weldinho, Wallace, Leandro Castan, Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danillo (Alex); Jorge Henrique, Willian (Émerson) e Liédson.

Vasco: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Anderson Martins, Márcio Careca; Rômulo, Juninho Pernambucano (Allan), Felipe, Diego Souza (Bernardo); Éder Luis (Leandro) e Alecsandro.

É hoje!

Por: Daniela Caldeira 

Antônio Augusto Riberio Reis Junior chegou ao Vasco em 1995, contratado ao Sport, indicado por Ricardo Rocha, zagueiro do clube na época. Não se sabia muito sobre o potencial do meio-campo, mas o jogador logo causou boa impressão. Juninho, como era conhecido, fez sua primeira partida pelo Vasco contra o Santos. O placar do jogo foi de 5 a 3 para o time de São Januário e Juninho fez um gol.

Juninho em 95

Desse jogo em diante, muita coisa aconteceu na vida do atleta. Juninho vestiu a camisa, realmente, e criou uma identificação imensa com o clube. Foram 111 partidas disputadas, 55 gols marcados, seis títulos conquistados. De Juninho, apenas, ele virou Juninho Pernambucano e ganhou da torcida o apelido carinhoso de Reizinho de São Januário. As cobranças de falta são sua marcar registrada. Um gol de falta contra o River Plate, na semifinal da Taça Libertadores, em 1998, dentro do Monumental de Nuñez, garantiu a ida do Vasco à final da competição e está até hoje na memória dos vascaínos.


Outro momento marcante foi na partida de volta contra o Palmeiras, no Palestra Itália, pela Copa Mercosul, em 2000. Depois de começar perdendo por 3 a 0, o Vasco reagiu e conseguiu a virada história, mas antes disso acontecer, dentro do campo, o Reizinho socava o peito e ia em direção a torcida, pedindo apoio. A entrega de Juninho contagiou a todos que estavam no estádio e virou um símbolo da conquista. O último título coincidiu com sua última partida pelo cruzmaltino. Em 18 de janeiro de 2001 o Vasco conquistava a Copa João Havelange, seu quarto título brasileiro, e Juninho dava adeus.

Na Mercosul, em 2000

O Lyon, da França, foi seu destino e por lá o brasileiro conquistou muitos títulos e caiu nas graças dos franceses. Depois de 8 anos no clube europeu, o Pernambucano foi jogar dois anos no Al-Gharafa, no Qatar. E agora, em 2011 o tão sonhado retorno aconteceu. Após muitas especulações ao longo dos anos, Juninho voltou. E voltou de forma digna, ao assinar um contrato onde ganhará 600 reais por mês. Dia 11 de junho o Reizinho foi apresentado em São Januário, antes da partida contra o Figueirense, com grande festa da torcida.

O Reizinho na reapresentação

Hoje, às 21:45h, no Pacaembu, o Vasco encara o Corinthians, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro e Juninho voltará a campo com a camisa cruzmaltina. Embora a vontade fosse jogar os 90 minutos, o jogador deve ficar em campo por 60. Sábado acontecerá o reencontro com seus súditos, em sua casa, como ele mesmo se refere a São Januário.


Detalhe da camisa de Juninho


A ansiedade é tamanha. Nem a torcida e nem o craque disfarçam isso. Hoje a noite, todos os vascaínos estarão ligados em São Paulo e sábado a festa está garantida.