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domingo, 21 de agosto de 2011

Pedalada do Inter trava o Bonde Sem Freio

R10 comemora o golaço de falta

Por João Oliveira,
Na volta de Ronaldinho aos gramados de Porto Alegre, o Flamengo deixou escapar uma importante vitória contra o Internacional. Em jogo válido pela 18ª rodada do Brasileirão, o Rubro-Negro acabou empatando em 2 a 2 depois de estar duas vezes na frente e jogar todo o segundo tempo com um jogador a mais, já que Guiñazu foi expulso no final da primeira etapa.
Depois de desfalcar a equipe na derrota para o Atlético-GO, quinta-feira no Engenhão, Ronaldinho voltou em grande estilo, com um gol e participação direta no gol de Jael. O brilho do craque só foi ofuscado pela estrela de Leandro Damião. O jovem atacante Colorado deu um belo passe para Índio do time da casa e evitou a derrota com um gol de bicicleta.
O empate tirou a chance do time da Gávea alcançar o Corinthians na tabela. Com 35 pontos, a equipe ficou a dois pontos do líder e permanece na segunda colocação do campeonato. O Flamengo volta a campo contra o Atlético-PR, em Curitiba, quarta-feira pela Copa Sul-Americana. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso rubro-negro é domingo, no clássico contra o Vasco, que pode valer o título simbólico do primeiro turno da competição. Já o Inter encara o Independiente, pela final da Recopa e tem o Gre-Nal, também no domingo.
O Flamengo começou a partida mostrando que queria apagar a péssima imagem deixada após a goleada sofrida na última rodada. Logo no início do jogo a zaga do Inter falhou e Ronaldinho por muito pouco não fez um golaço encobrindo o goleiro Muriel. Caprichosamente a bola bateu no travessão.
Porém em cobrança de falta aos 25 minutos, que o craque balançou as redes. Se aproveitando de um empurrãozinho de Willians, que deslocou a barreira, o Gaúcho bateu rasteiro, no cantinho do arqueiro.
Antes do intervalo Deivid perdeu a sua primeira chance no jogo, em chute de fora da área que passou rente a trave do Inter. Atrás no placar, o Colorado ainda perdeu seu cão de guarda Guiñazu. O volante levou o segundo cartão amarelo por simular um pênalti e acabou expulso.
O Internacional voltou mais perigoso no segundo tempo e Leandro Damião deu o ar da sua graça pela primeira vez. O atacante deu um passe de calcanhar e deixou Índio livre para empatar. O gol não intimidou o Flamengo, que continuou tocando a bola, impondo o seu estilo de jogo. Jael, que mais uma vez mostrou ter estrela, entrou e recolocou o time visitante na frente. Após trama pela esquerda entre Júnior César e Ronaldinho, o lateral cruzou para o atacante Cruel, que não perdoou.
Depois do segundo gol o Flamengo ainda teve a chance de matar a partida. Foi quando Deivid cometeu seu pecado mais imperdoável. Com o gol vazio, o atacante cabeceou para fora e viu o Inter empatar pouco tempo depois.
Leandro Damião voltou a aparecer e fez um verdadeiro golaço, de bicicleta. Andrezinho cruzou, Delatorre escorou e Damião emendou uma linda bicicleta, na pequena área. O empate deu gás ao Internacional, que conseguiu segurar a pressão final do Flamengo e garantiu o empate.
As duas equipes agora se preparam para a última rodada do turno, a rodada dos clássicos. Enquanto o Flamengo briga pelo título, o Inter quer uma vitória para continuar sonhando com uma vaga na Libertadores.

Freguês Mineiro

Por João Oliveira,
O Botafogo voltou a vencer o Atlético Mineiro e a encostar nos líderes do Brasileirão. O Glorioso já havia vencido o Galo fora de casa pela Copa Sul-Americana e provou não ter pena do técnico Cuca, ídolo da torcida alvinegra. A vitória por 3 a 1, válida pela 18ª rodada da competição, deixou o time da casa a apenas seis pontos do líder Corinthians, que perdeu em casa para o Figueirense. Esta foi a quarta vitória do Botafogo sobre adversários mineiros em quatro partidas. Na próxima quarta-feira o time volta  a enfrentar o Atlético pela Sul-Americana e precisa apenas de um empate para se classificar.
Sem os gringos Loco Abreu e Herrera, quem brilhou foi Felipe Menezes, que fez dois gols. Com 31 pontos, o Fogão se manteve na quinta colocação, mas acabou beneficiado pelo tropeço do Timão e pode continuar sonhando com o título. Além disso, a equipe do técnico Caio Júnior permanece na zona de classificação para a Libertadores.
O próximo compromisso do time de General Severiano pelo Brasileirão será no próximo sábado, contra o Fluminense no Engenhão. Já o Galo pega o arquirrival Cruzeiro, tentando escapar da zona de rebaixamento.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vasco vence outra fora e segue na cola dos líderes

Por Daniela Caldeira,

A partida entre Avaí e Vasco, na Ressacada, começou com bastante passes errados dos dois lados. O time da casa até iniciou querendo jogo, mas o Vasco logo tratou de mostrar seu cartão de visita. Aos 6 minutos, Juninho bateu falta direta e Felipe, goleiro do Avaí, espalmou para fora.

Apesar de ter menos posse de bola, o Vasco teve ligeira vantagem nas conclusões, com Felipe sendo o destaque da equipe catarinense, com boas defesas. Mas aos 26 minutos, o arqueiro nada pôde fazer. Fágner lançou o meia Diego Souza, que tocou na saída do goleiro avaiano, abrindo o placar para a equipe visitante. Após o gol, o jogo manteve o mesmo ritmo, com o Avaí tentando empatar, mas errando muitos passes e o Vasco chegando na área adversária para tentar ampliar o resultado.

A segunda etapa começou com os cruzmaltinos querendo dar números finais ao placar. O Vasco pressionava o Avaí no seu campo, não dando espaço para o adversário criar as jogadas. Quando o Leão da Ressacada conseguia ir adiante com alguma jogada, a defesa vascaína, sempre bem postada, espantava o perigo, sem problemas. Chamava a atenção, mais do que qualquer bela jogada, a quantidade de passes errados. Aos 21 minutos, o Vasco achou seu segundo gol. Em cobrança de escanteio pela esquerda, Dedé pegou a sobra e chutou para o gol.

Depois do segundo gol sofrido, o Avaí mudou de postura e partiu para cima do Vasco. O time, que está na zona de rebaixamento, precisava reverter o placar, a todo custo. O jogo seguiu muito equilibrado, mesmo depois que o Leão perdeu Róbson, expulso aos 29 minutos. E assim foi até o final, inclusive com o mesmo placar. 2 a 0 para o Vasco, que ocupa a terceira colocação da tabela, atrás do líder Corinthians e do Flamengo. O Avaí é 19º, na zona de rebaixamento.


Ficha Técnica da partida:
Avaí 0 x 2 Vasco
Estádio: Ressacada
Gols: Diego Souza (Vasco) 26’ – 1ºT e Dedé (Vasco) 21’ – 2ºT
Cartões Amarelos: Pará, Bruno Silva e Róbson (Avaí) e Éder Luís e  Alecsandro (Vasco)
Cartões Vermelhos: Róbson (Avaí)

Avaí: Felipe, Daniel (Arlan), Gustavo Bastos, Dirceu, Pará; Bruno Silva, Pedro Ken, Dinélson (Róbson) e Cléverson; Caíque (Willian) e Rafael Coelho.
Técnico: Alexandre Gallo

Vasco: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Anderson Martins, Julinho; Jumar, Rômulo, Juninho Pernambucano (Fellipe Bastos), Diego Souza (Kim); Éder Luis (Leandro) e Alecsandro.
Técnico: Ricardo Gomes

Ronaldinho de volta à Seleção

Por João Oliveira,
Ele voltou

O que muitos pediram aconteceu: Ronaldinho Gaúcho foi convocado para a Seleção Brasileira. Não dá para negar que o Gaúcho merecia essa convocação e vem jogando muita bola para isso. O problema é que o chamado vem logo num momento de definição do Brasileirão e os rubro-negros já começaram a chiar. Na verdade a torcida do Flamengo andava muito dividida nesses dias pré-convocação. Enquanto viam a volta do craque ao time canarinho como motivo de orgulho pela boa fase da equipe da Gávea, o medo de Ronaldinho desfalcar Mengão logo na partida decisiva com o Corinthians, dia 7 de setembro, pelo segundo turno do Brasileirão era grande.
Para aliviar um pouco a situação e diminuir a reclamação rubro-negra, a CBF resolveu mexer na data do amistoso contra Gana, que originalmente seria contra o Egito. O jogo foi antecipado do dia 6 para o dia 5 de setembro, dando uma margem para que Ronaldinho e Ralf, do Corinthians, que também foi convocado, possam voltar a tempo do jogão. A expectativa é que os jogadores se apresentem no dia 30 de agosto. Nesse caso perderiam as rodadas dos dias 31 desse mês e 4 de setembro. O Flamengo perderia Ronaldinho nos confrontos com Avaí, fora e Bahia, no Engenhão. Enquanto o Corinthians teria o desfalque de Ralf contra Grêmio, no Pacaembu, e Coritiba, fora de casa.
Polêmicas à parte, a convocação de Ronaldinho acabou ofuscando outra volta importante na Seleção, O lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, também está na lista depois de muita confusão envolvendo o seu nome. O ex-jogador do Fluminense teria simulado uma lesão para não enfrentar a Escócia, em março, para se reapresentar ao clube espanhol. A história ficou muito mal contada e não agradou o técnico Mano Menezes, que acabou tendo que convocar o jogador diante das péssimas atuações de André Santos, que sequer foi convocado. A posição de lateral reservou outra surpresa: Danilo, do Santos, que entra na vaga de Maicon, que vai precisar passar por uma cirurgia no joelho.
Outro que volta a ter uma chance na Seleção é o atacante Hulk, do Porto. Depois de uma temporada espetacular, ficava até difícil entender as convocações do apagado Fred, que ficou de fora dessa vez, em detrimento ao jogador com nome de super herói.
Dos cariocas, Dedé, do Vasco, foi chamado de novo, assim como Jefferson, do Botafogo, que agora briga por vaga com Júlio César e Fábio. O goleiro Victor, do Grêmio, ficou de fora da lista.
Confiram os escolhidos de Mano Menezes para enfrentar Gana:
Goleiros: Julio César (Inter de Milão); Fabio (Cruzeiro) e Jefferson (Botafogo)
Zagueiros: Lúcio (Inter de Milão); Thiago Silva (Milan); David Luiz (Chelsea) e Dedé (Vasco)
Laterais: Daniel Alves (Barcelona); Danilo (Santos); Marcelo (Real Madrid) e Adriano (Barcelona)
Meio-campistas: Lucas Leiva (Liverpool); Ralf (Corinthians); Luiz Gustavo (Bayern de Munique); Elias (Atlético de Madri); Paulo Henrique Ganso (Santos); Lucas (São Paulo) e Fernandinho (Shakhtar)
Atacantes: Alexandre Pato (Milan); Robinho (Milan); Neymar (Santos); Hulk (Porto); Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) e Leandro Damião (Inter)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vacilo custa a liderança

Por João Oliveira,
O Flamengo tropeçou o Figueirense e deixou escapar uma grande chance de assumir a liderança do Brasileirão, já que o Corinthians empatou com o Ceará no Pacaembu, também por 2 a 2. Em partida válida pela 16ª rodada da competição, o Flamengo chegou a abrir 2 a 0 no placar, o time rubro-negro se perdeu em campo e permitiu o empate da equipe da casa.
O jogo foi marcado por muitas polêmicas no segundo tempo. O árbitro Héber Roberto Lopes distribuiu seis cartões para os jogadores cariocas, e nenhum para os catarinenses. Ronaldinho Gaúcho, que mais uma vez foi muito bem, chegou a reclamar com o técnico Vanderlei Luxemburgo que o juiz estava ameaçando os flamenguistas, dizendo que iria punir quem questionasse suas decisões. O excesso de cartões acabou tirando Ronaldinho e Renato do próximo jogo do Flamengo, contra o Atlético-GO, quinta-feira no Engenhão.
Mais uma vez mostrando maturidade ao atuar fora de casa, o Rubro-Negro entrou em campo bem postado e esperando um vacilo do Figueirense para atacar. A estratégia deu certo e aos 36 minutos de jogo, após grande jogada de Ronaldinho lançou Léo Moura pela direita. O lateral, como há muito tempo não fazia, foi ao fundo e cruzou na medida para Deivid marcar de cabeça. O atacante ainda perdeu uma ótima chance antes do final do primeiro tempo, mas chutou em cima do goleiro adversário.
Logo aos cinco minutos do segundo tempo, Deivid voltou a usar a cabeça a favor do Flamengo. O camisa 9 aproveitou boa cobrança de escanteio de Ronaldinho e só escorou para o fundo do gol. A vantagem não intimidou o Figueirense, que diminuiu pouco tempo depois. Wellinton deixou o estreante Somália sozinho e o atacante ex-Duque de Caxias fez o primeiro do time da casa. Antes de levar o gol de empate, o Flamengo ainda viu Thiago Neves perder a chance do terceiro gol. O meia desperdiçou mais uma boa assistência de Ronaldinho.
O castigo para o clube da Gávea veio com uma falha bisonha do goleiro Felipe. O arqueiro saiu muito mal em cobrança de escanteio e deixou o zagueiro Edson cabecear sozinho na pequena área. Era o empate do Figueira.
A partir daí o Flamengo não conseguiu retomar as rédeas da partida e errou muito. Para aumentar o tamanho do drama rubro-negro, os jogadores ainda viram a enxurrada de cartões amarelos dados pelo árbitro. Luxemburgo chegou a tirar Aírton para evitar uma expulsão do volante. O argentino Bottinelli entrou na vaga, mas não teve tempo de impor seu estilo de jogo. Apesar de começar bem a partida, o vice-líder do Brasileirão acabou saindo no lucro por não ter levado a virada do Figueirense, que pressionou até o final.

sábado, 13 de agosto de 2011

Botafogo curte os embalos de sábado à noite no Engenhão

Por João Oliveira,
A torcida do Botafogo viveu uma noite de diferentes emoções neste sábado no Engenhão. Da decepção de levar dois gols logo no início de jogo à euforia da virada, os Alvinegros tiveram um bom teste cardíaco e estão liberados para curtir a noite carioca após a partida. O Fogão venceu o América Mineiro por 4 a 2 e chegou ao G-4 do Brasileirão, com 28 pontos. O garoto Alex foi o destaque do jogo marcando dois gols.
Quase uma semana depois de atropelar o Vasco, o Botafogo teve dificuldades de vencer o América, mas acabou conseguindo a vitória. Foi o terceiro triunfo seguido do Glorioso enfrentando rivais mineiros. Na quarta-feira a equipe já havia vencido o Atlético em Minas. Pelo Brasileirão, o Cruzeiro também já foi batido e o Coelho completou a trinca de triunfos do time da Estrela Solitária. Agora os comandados de Caio Júnior se preparam para enfrentar o Internacional, quarta-feira no Beira-Rio. Já o América Mineiro, que permanece na lanterna da competição, recebe o São Paulo um dia depois.
Herrera mais uma vez não agradou a torcida

O Botafogo começou o jogo com um erro bisonho. Após cobrança de lateral, Marcelo Mattos se enrolou e quase fez contra. O goleiro Jeferson ainda salvou, mas a bola acabou sobrando para Alessandro, que só empurrou para o gol. Aos oito minutos o Coelho voltou a aprontar. Rodriguinho ampliou a vantagem mineira, aumentando a pressão sobre o Botafogo.
O placar desestabilizou o time Alvinegro, que não conseguia se organizar em campo. Somente aos 31 minutos do primeiro tempo o Botafogo diminuiu. Elkeson acertou um belo chute de fora da área e deu mais tranqüilidade ao time na volta do intervalo.
A segunda etapa foi totalmente diferente da primeira. Partindo para cima desde o início, o Botafogo pressionou e não deu chances do adversário voltar a assustar. Aos 16 minutos Antônio Carlos aproveitou uma bola levantada na área e empatou.
O gol da virada só veio aos 30 do segundo tempo. Alex, que havia entrado no início da etapa complementar, fez jogada individual pela direita e chutou para virar o jogo. Já no finalzinho da partida Cidinho foi derrubado na área. O próprio Alex bateu e fechou o placar. Depois da festa no Engenhão, o final de noite promete ser bastante animado para a torcida botafoguense.
Ficha do jogo:
Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Bruno Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho) e Elkeson; Herrera (Alex) e Loco Abreu (Felipe Menezes) Técnico: Caio Júnior.
América-MG: Neneca; Otávio (Eliandro), William Rocha e Gabriel Santos; Marcos Rocha, Dudu, Amaral, Rodriguinho e Gilson; Alessandro (Fábio Júnior) e Kempes (Netinho) Técnico: Givanildo Oliveira.
Gols: Alessandro, aos 2, Rodriguinho, aos 8, e Elkeson, aos 31 minutos do primeiro tempo; Antônio Carlos, aos 17 e Alex, aos 30 e aos 34 minutos do segundo tempo. 
Cartões amarelos: Renato, Elkeson (BOT), Amaral e Otávio (AMG)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ronaldinho sai do banco e decide de novo

Por João Oliveira,
A torcida do Flamengo viveu uma noite de expectativa nesta quarta-feira. As atenções dos torcedores ficaram divididas em dois jogos. No Engenhão, pela Sul-Americana, o time venceu o Atlético Paranaense por 1 a 0. Já na Vila Belmiro não adiantou secar o Corinthians.O Timão segurou o empate em 0 a 0 com o Santos e retomou a liderança do Brasileirão. Empatados em número de pontos, os donos das duas maiores do país estão com 33 pontos cada. O time paulista tem a vantagem de uma vitória a mais, primeiro critério de desempate.
O técnico Vanderlei Luxemburgo fez mistério sobre a escalação do Flamengo. Ronaldinho, Thiago Neves e Renato começaram o jogo no banco de reservas. A estratégia adotada pelo comandante rubro-negro visava poupar o trio da maratona de jogos enfrentada pelo clube nas últimas rodadas. Outros pilares do time, como Léo Moura e Willians entraram desde o começo e atuaram o tempo inteiro.
Com Jael e Diego Maurício no ataque, o Flamengo teve dificuldades na criação e por pouco não empatou com a equipe reserva do Furacão, um dos últimos colocados no Brasileirão. Aos 15 minutos do segundo tempo, o trio poupado por Luxemburgo entrou e resolveu a partida.
As entradas de Ronaldinho, Thiago Neves e Renato mudaram a cara do jogo. O time ganhou em criatividade, mas o gol só veio no final. Jael foi derrubado na área e Ronaldinho, de novo ele, bateu e deu a vitória ao Rubro-Negro.
Esta foi a quinta vitória seguida do Flamengo, sendo quatro pelo Brasileirão e uma pela competição internacional. O Mengão volta a campo no próximo domingo contra o Figueirense, em Florianópolis, pelo Brasileirão. Na quarta-feira o time faz a segunda partida contra o Atlético Paranaense. Um empate classifica a equipe da Gávea para a próxima fase.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Botafogo atropela o Trem Bala

Por Daniela Caldeira,


Foi um desastre. Assim os vascaínos podem resumir o placar do jogo contra o Botafogo. Já os botafoguenses definem o resultado com uma palavra: chocolate.

Pois é. A páscoa já passou há algum tempo e o que se viu no Engenhão foi uma doce goleada para o lado alvinegro. O Botafogo começou o jogo mostrando a que veio e, logo aos nove minutos de bola rolando, o zagueiro Antônio Carlos marcou, em cobrança de escanteio.

Após o gol, o Vasco chegou a sentir o baque, mas tentou empatar o marcador. O Gigante da Colina até chegou a ameaçar, mas Jefferson segurava todas as bolas com firmeza. À essa altura, duas figuras contrastavam em campo: Marcio Careca, do Vasco, era vaiado pela torcida e seu setor era uma verdadeira avenida, fonte de jogadas perigosas a favor do Botafogo. E Cortês, também lateral canhoto, mas do alvinegro, jogava com desenvoltura, dando trabalho aos marcadores cruzmaltinos e passando com certa facilidade até mesmo por Dedé, zagueiro recém-convocado para a Seleção Brasileira.

Aos 27 minutos, após bela jogada de Cortês, Herrera chutou bola ao gol, mas Fernando Prass praticou a defesa. No rebote, Loco Abreu mandou para o fundo da rede, ampliando para seu time. O Vasco, em desvantagem no placar, não conseguia dar seqüência em suas jogadas ofensivas, errava passes e desperdiçava jogadas no ataque, já que Éder Luis não aparecia e Alecsandro estava lento e demorando a finalizar. Doze minutos depois, aos 39, outro gol de El Loco. Lucas avança pelo lado direito de ataque – o da avenida Marcio Careca, cruza, Prass de atrapalha e a bola sobra para Élkeson, que ajeita de cabeça para Loco, de primeira, marcar o terceiro gol do time de General Severiano.

Loco comemora um de seus gols

Primeiro tempo terminado, intervalo e os times voltaram a campo. Pelo lado do Vasco, uma alteração que fez a torcida vibrar mais do que em um lance de gol. Saiu Marcio Careca e entrou Juninho Pernambucano.  O ritmo da partida era mais calmo, mas as duas equipes arriscavam. Com 20 minutos, os botafoguenses começaram a gritar “Olé” e um minuto depois, Diego Souza recebeu cartão vermelho, dificultando tudo para o lado do time perdedor.

Até o final da segunda etapa, poucas chances para o lado do Vasco. Ao Botafogo, cabia administrar o resultado. Mas aos 46 minutos, em chute cruzado de Herrera, veio o decreto. Goleada humilhante para os vascaínos e sorriso no rosto dos botafoguenses.

Apesar da derrota, o Vasco continua no G-4, em quarto lugar. O Botafogo ocupa a sexta colocação.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA
Botafogo 4 X 0 Vasco
Local: Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Cartões amarelos: Cortês, Elkeson (Botafogo); Dedé, Jumar, Diego Souza, Felipe (Vasco)
Cartão vermelho: Diego Souza (Vasco)
Gols:  Antonio Carlos, aos 9’ – 1ºT, e Loco Abreu, aos 27’ e 40’ – 1ºT; Herrera, aos 46’ – 2ºT
BOTAFOGO: Jéfferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Lucas Zen) e Elkeson (Cidinho); Herrera e Loco Abreu
Técnico: Caio Junior
VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca (Juninho Pernambucano); Jumar, Rômulo, Felipe (Leandro) e Diego Souza; Eder Luis (Julinho) e Alecsandro
Técnico: Ricardo Gomes

domingo, 7 de agosto de 2011

Liderança com requintes de crueldade

Por João Oliveira,
Depois de três vitórias convincentes contra Santos, Grêmio e Cruzeiro, o Flamengo voltou a vencer, mas desta vez passou por um verdadeiro sufoco e deixou a torcida aflita para bater o Coritiba por 1 a 0. O gol salvador foi de Jael, aos 44 minutos do segundo tempo. O atacante entrou no segundo tempo e mostrou desenvoltura com a camisa rubro-negra, além do gol, ainda colocou uma bola na trave, logo no seu primeiro lance em campo.
O resultado deu ao clube da Gávea a liderança provisória do Brasileirão. Com 33 pontos, o Mengo agora vai torcer contra o Corinthians, que enfrenta o Atlético-PR na Arena da Baixada. O próximo compromisso do Flamengo no Brasileirão é contra o Figueirense, domingo que vem, em Florianópolis. Antes disso, o time estreia na Copa Sul-Americana na quarta-feira contra o Engenhão.
Jael comemora o gol da vitória.

O Flamengo não começou bem o jogo. Com um time compacto e bem entrosado, o Coritiba conseguia anular as principais armas do time da casa e assustar mais do que Ronaldinho e Cia. O lance de mais perigo do primeiro tempo foi aos 20 minutos de jogo. Bill chutou forte e Felipe fez uma ótima defesa.
Sabendo que a vitória valeria a liderança, o Flamengo voltou melhor no segundo tempo e passou a pressionar o Coritiba. A entrada de Bottinelli no lugar de Muralha ajudou o time a ter mais a bola e tocar com mais calma. Deivid perdeu a melhor chance do jogo, debaixo das traves, depois de uma cobrança de escanteio.
A pressão rubro-negra diminuiu o ímpeto do Coritiba, que aos poucos foi perdendo o gás e o domínio conquistado na primeira etapa. Mais ainda faltava o gol. Faltando dez minutos para o fim da partida, Vanderlei Luxemburgo resolveu arriscar e promoveu as entradas de Diego Maurício e Jael nos lugares de Deivid e Thiago Neves, que não repetiu a boa atuação do jogo contra o Cruzeiro.
Logo de cara Jael fez jogada individual e acertou a trave do goleiro Edson Bastos. No apagar das luzes, Ronaldinho brilhou e achou o atacante Cruel dentro da área. Jael subiu no meio dos zagueiros e cabeceou forte para o fundo do gol.
A torcida foi ao delírio com a vitória praticamente no último minuto Na saída de campo do time, Ronaldinho foi mais uma vez ovacionado e comandou a festa da galera. O Flamengo continua invicto no campeonato e agora seca o Corinthians para garantir a liderança.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Com freio e maturidade, Flamengo vence mais uma fora

Por João Oliveira,
Invicto, com três vitórias seguidas e jogando bem. O aviso é claro e já foi mais do que dado. Se o Corinthians tropeçar, perde a liderança para o Flamengo. Com uma subida na tabela digna de um Bonde Sem Freio, o time de Luxemburgo usou uma estratégia bem diferente para vencer o Cruzeiro por 1 a 0 em Sete Lagoas. Desfalcado de seu cão de guarda Willians, o Mengão cadenciou o jogo, dominou a troca de passes no meio e venceu a Raposa sem maiores dificuldades.
Sem o brilho as últimas duas rodadas, Ronaldinho foi mais discreto, porém não menos eficiente. O craque segurou a bola quando preciso, deu bons passes e deixou Deivid na cara do goleiro para fazer o gol do jogo.
Júnior César disputa a bola com Diego Renan

Outro que não se destacou por jogadas geniais, mas teve atuação primordial para a vitória, foi Thiago Neves. O meia, que participou do lance do gol, esteve em todos os cantos do campo. Correu tanto que estava esgotado no fim da partida. A entrada de Bottinelli no lugar de Willians deu outra cara ao meio-campo rubro-negro. Protegido por Renato e Aírton, o argentino ditou o ritmo do jogo e ajudou segurando a bola no ataque, facilitando o trabalho da defesa, que esteve bem.
Léo Moura, Júnior César e Renato também foram bem, completando uma atuação eficaz e muito madura do time. Luxemburgo parece ter encontrado o tom certo da equipe e é ajudado por um grupo motivado e empolgado com a boa campanha.
Depois de mais essa vitória, o Flamengo enfrenta o Coritiba no próximo sábado, no Engenhão. Com 30 pontos na tabela, um atrás do Corinthians, o Rubro-Negro precisa vencer de novo, e secar o Timão, que enfrenta outro paranaense, o Atlético, domingo, na Arena da Baixada.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fogão é garfado mais uma vez em Floripa

Por João Oliveira,
A volta do Botafogo a Florianópolis foi traumática. Depois da eliminação e da pancadaria contra o Avaí, pela Copa do Brasil, o Fogão visitou o Figueirense pensando em embalar no Brasileirão, com a terceira vitória seguida. O adversário da vez não vencia há seis rodadas e parecia ser o rival perfeito para mais um triunfo botafoguense fora de casa. Só se esqueceram de combinar isso com o Figueira. Jogando no erro do Glorioso, a equipe de Jorginho venceu por 2 a 0.
Assim naquela partida contra o Avaí, o Botafogo volta para o Rio de Janeiro podendo reclamar de um erro da arbitragem. Quando perdia por 1 a 0 e tentava o empate, o Fogão teve marcado um pênalti inexistente contra si, convertido pelo Figueirense. O gol dificultou muito a vida do time da Estrela Solitária, mas não dá para negar que a equipe foi mal e não soube aproveitar o domínio do jogo.
Depois de uma trégua após duas vitórias seguidas, Caio Júnior volta a ficar no olho do furacão e vai precisar vencer o Vasco na próxima rodada para voltar a ter a confiança do torcedor alvinegro.
O Botafogo começou o jogo bem, com posse de bola, tomando a iniciativa, como se jogasse em casa. Porém o domínio não resultava em lances de perigo. Herrera e Maicossuel fizeram boas jogadas, mas não conseguiram finalizar. Por outro lado, o Figueirense marcava muito forte atrás, na esperança de encaixar um contra-ataque.
O primeiro gol do Figueira veio aos 17 minutos de jogo, de bola parada. Elias cobrou falta pela direita e Edson Silva subiu para marcar. O goleiro Jefferson subiu mal e facilitou as coisas para o adversário.
Com vantagem no placar, o time da casa se fechou ainda mais. Sem criatividade num meio-campo muito congestionado, o Botafogo tinha duas jogadas principais. Os cruzamentos na área procurando Loco Abreu e as tentativas de chutes de longe. Nenhuma delas surtia efeito.
O panorama seguiu assim até o final do primeiro tempo. Aos 39 minutos, o Glorioso sofreu outro duro golpe. O árbitro Wagner Reway deu um pênalti inexistente em Júlio César, do Figueirense, que se jogou dentro da área, sem ao menos ter sido tocado pelos zagueiros botafoguenses.
O próprio Júlio César bateu e ampliou para o Figueira. O técnico Caio Júnior começou o segundo tempo com uma substituição. Lucas no lugar do inoperante Alessandro. Apesar da pressão inicial, com chances perdidas por Herrera e Renato, o Botafogo não conseguiu diminuir o placar.
Antes dos quinze minutos do segundo tempo, Marcelo Mattos acertou o travessão do goleiro Wilson, que fez boa intervenção após boa jogada de Cortês.  Aos 20, uma esperança. Autor do primeiro gol do jogo, Edson Silva foi expulso, deixando sua equipe com um jogador a menos.
A expulsão não ajudou o Fogão, que seguiu dominando, mas sem objetividade. O time não soube aproveitar uma cobrança de falta em dois lances dentro da área do Figueirense. Perigo mesmo só aos 45 minutos, com Felipe Menezes, mas Wilson fez boa defesa. Para piorar, Maicossuel foi expulso infantilmente e desfalca o time no clássico contra o Vasco, domingo no Engenhão.
Ficha do Jogo:
Figueirense: Wilson; Coutinho (Roger Carvalho), Edson Silva, João Paulo e Juninho; Túlio (Jackson), Ygor, Elias, Maicon e Fernandes; Júlio César. Técnico: Jorginho
Botafogo: Jefferson; Alessandro (Lucas), Antônio Carlos, Gustavo e Cortês; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Elkeson e Maicossuel; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Caio Júnior
Cartões Amarelos: Coutinho, Túlio, Edson Silva, Elias, Júlio César, Alessandro, Marcelo Mattos e Maicossuel.
Cartões Vermelhos: Edson Silva e Maicossuel

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Desencantou!

Por Daniela Caldeira

Foi melhor do que qualquer tricolor poderia imaginar. Depois de resultados magros e poucos gols marcados, o Fluminense aproveitou a partida contra o Ceará, no Engenhão, para enfim, convencer.

O início do jogo pareceu ser igual aos demais, em que o Fluminense dava espaço em campo e não conseguia criar. O Ceará adiantou a marcação para o campo tricolor e não deu espaços para o adversário.  Com três volantes na equipe, a “Carroça Desembestada” ainda criou boas chances por intermédio de Marcelo Nicácio e comandado por Enrico, ex-jogador do Vasco.

O Fluminense não conseguia acertar suas jogadas, errava muito e os cruzamentos para Fred e Rafael Sóbis eram muito ruins. E como as bolas alçadas na área não surtiam efeito, Fred, em lançamento de Souza, tentou jogada individual, mas sofreu falta. Em um lance de bola parada, começou o alívio tricolor. Em cobrança de Souza, Fred, de cabeça, abriu o placar, aos 35 minutos do primeiro tempo.

O Ceará, atén então bem na partida, se afobou com o gol e começou a levar pressão do atual campeão brasileiro. Nove minutos após o gol, aos 44, Marquinho deu um chutaço para o gol, mas o goleiro Diego espalmou. Aos 46, a vantagem tricolor se tornou maior. Não em número de gols, mas sim, em material humano. O volante Heleno botou o pé no peito de Fred, com vontade e foi expulso, merecidamente.

O segundo tempo começou fulminante. Logo aos três minutos de bola rolando, Souza, de rebote, após bela jogada de Carlinhos, amplia para o Fluzão. O time das Laranjeiras dominou as ações, o Vozão sentiu o golpe e recuou toda a equipe, dificultando a penetração tricolor no campo adversário. Com toques de bola para administrar o placar, o Fluminense conseguiu fazer seu terceiro gol na partida. Aos 18 minutos, em jogada de Marquinhos e Fred, o atacante tocou para Rafael Sóbis, que bateu cruzado, marcando seu primeiro gol pelo clube.

Rafael Moura comemora seu primeiro gol pelo Flu


O Ceará chegou a dar o último suspiro, aos 29 minutos, quando Osvaldo arriscou chute de longe e a bola explodiu no travessão de Diego Cavallieri. Mas de nada adiantou. O tricolor estava mesmo disposto a ganhar o jogo e dois minutos depois, aos 31, em cobrança de Souza para a área, o outro Rafael, o Moura, o He-Man, fez o dele, de cabeça. Aos 34, bola no travessão cearense. Rafael Moura quase conseguiu marcar pela segunda vez. Para encerrar bem a noite, Fred, aos 47 minutos, mandou bola na trave direita do goleiro Diego. Assim terminou a goleada tricolor. Além do bom placar, o Fluminense conseguiu transformar seu saldo de gols em positivo. O clube tem, agora, um gol de saldo no campeonato.

Ficha técnica da partida
Fluminense 4 x 0 Ceará
Local: Engenhão – RJ
Árbitro: Wagner Reway
Gols: Fred (Fluminense) 35’ – 1ºT, Souza (Fluminense) 3’ – 2ºT, Rafael Sóbis (Fluminense) 18’ – 2ºT e Rafael Moura (Fluminense) 31’ – 2°T
Cartões Amarelos: Márcio Rosário e Carlinhos (Fluminense), Diego Sacoman e João Marcos (Ceará)
Cartões Vermelhos: Heleno (Ceará)

Fluminense: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Fernando Bob, Marquinho (Julio César) e Souza (Wallace); Rafael Sobis (Rafael Moura) e Fred.
Técnico: Abel Braga

Ceará: Diego, Boiadeiro (Patrick), Fabrício, Diego Sacoman e Vicente; Michel, João Marcos, Heleno e Enrico (Vicente); Osvaldo e Marcelo Nicácio (Rudnei).
Técnico: Vagner Mancini

Perde em casa, mas ganha fora

Por Daniela Caldeira

O jogo entre São Paulo x Vasco, no Morumbi, serviu para compensar a semana cruzmaltina. Na quinta-feira, dentro de São Januário, o Gigante da Colina se complicou e empatou com o Bahia no apagar das luzes, em 1 a 1.

Consciente de que precisava buscar a vitória dentro do campo adversário, o Vasco começou o jogo estudando os são-paulinos. Querendo se firmar no G-4, o tricolor paulista partiu para dentro do Vasco.  Se postando muito bem na defesa, jogando com boa marcação, o time criou algumas jogadas de ataque, quase sempre por meio de Dagoberto, mas sem sucesso.

Só aos 21 minutos o Vasco conseguiu seu primeiro escanteio, o que mostrou que o poderio ofensivo não estava nos melhores dias. Aos 22 minutos, surgiu a primeira chance de gol vascaína.

O jogo seguiu com muitos passes errados de ambas as equipes e mesmo com mais jogadas perigosas do São Paulo, a partida ficou morna e nada aconteceu até o intervalo.

No segundo tempo, o Vasco passou a explorar bem os contra-ataques e logo aos 7 minutos, Diego Souza deu excelente passe para Éder Luís. O atacante partiu em direção ao gol e bateu cruzado, certeiro. A bola bateu na trave, com força e entrou no gol.

O São Paulo seguiu tentando o gol, mas Fernando Prass segurava firme toda e qualquer bola que levasse mais perigo. O jogo ficou mais dinâmico para o cruzmaltino, que passou a contar com o meia Felipe na segunda etapa. O experiente jogador entrou na partida no lugar de Juninho, que completou 300 jogos com a camisa do clube.

Juninho e sua camisa comemorativa pelos 300 jogos


Felipe entrou querendo jogo, mas logo nos primeiros minutos deu um susto no torcedor, ao colocar a mão no joelho. Susto passado, o craque ditou o ritmo da equipe. Aos 34 minutos, Fernandinho, que havia entrado há pouco no tricolor, foi a linha de fundo pela esquerda, tentou cruzar para Dagoberto e Prass, ligado, se antecipou e praticou a defesa. Foi o lance mais perigoso do time paulista no segundo tempo.

O árbitro já tinha assinalado três minutos de acréscimo, depois deu mais um. E foi justamente no tempo extra, aos 47 minutos, que o Vasco exterminou a esperança dos donos da casa. Jumar tabelou com Felipe e foi ao fundo, rolando a bola para o meia que, da entrada da área, mandou um belo chute de canhota para o fundo da rede de Rogério Ceni, que nada pôde fazer.


Felipe comemora seu gol, o segundo do Vasco

Com a vitória, o Vasco ocupa a quinta posição na tabela e ganha ânimo para encarar o Santos, em São Januário, na quarta-feira, às 21:50h. Já o São Paulo continua no G-4, em terceiro, e enfrenta o Bahia, de novo no Morumbi, quinta-feira, às 21h.



Ficha técnica da partida
São Paulo 0 x 2 Vasco
Local: Estádio Morumbi - SP
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra
Gols: Éder Luís (Vasco) aos 7’ – 1°T e Felipe (Vasco) aos 47’ – 1°T   
Cartões Amarelos: Jumar e Julinho (Vasco)
Cartões Vermelhos: -

São Paulo: Rogério Ceni, Ivan Piris (Marlos), Rhodolfo, Xandão (Henrique Miranda), Luiz Eduardo, Wellington, Jean, Carlinhos Paraíba, Rivaldo (Fernandinho), Lucas e Dagoberto.  ,
Técnico: Adílson Batista

Vasco: Fernando Prass; Fágner, Anderson Martins, Dedé, Julinho (Eduardo Costa); Rômulo, Jumar, Juninho (Felipe), Diego Souza; Alecsandro, Eder Luis (Leandro).

                                                                                                                                                                             

Papai x Loco

Por Daniela Caldeira

O duelo era entre Cruzeiro e Botafogo, mas as atenções se voltavam para a disputa particular entre Joel Santana e Loco Abreu. Depois de três meses afastado do grupo por estar com o Uruguai na Copa América, o atacante retornou justamente contra o time comandando pelo seu ex-técnico, com quem não mantinha o melhor dos relacionamentos.

Loco Abreu voltou ao Botafogo e marcou seu gol


Dentro do campo, as ações começaram equilibradas, com o Botafogo um pouco melhor que o time celeste. As duas equipes erravam muitos passes e o cérebro cruzeirense, o argentino Montillo, não aparecia como de costume.

O Cruzeiro jogou boa parte do primeiro tempo recuado, tomando pressão do alvinegro carioca, e só na metade dele ofereceu perigo ao goleiro Jefferson, com Montillo e Leandro Guerreiro, ex-Botafogo. O jogou melhorou a partir daí e o time mineiro cresceu no jogo. O Botafogo tentava algo, mas esbarrava na retranca celeste. Aos 44 minutos, em jogada de Maicosuel, Herrera ficou com o rebote por muito pouco não abriu o marcador.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou com Roger no lugar de Gilberto e meia deu mais agilidade ao seu time. Os mineiros martelaram o time do Botafogo nos primeiros dez minutos de jogo, mas aos onze, ao receber um passe da esquerda, Loco Abreu mandou para o gol e abriu a contagem para os alvinegros. El Loco ainda assustou minutos depois, aos 16, quando de primeira, mandou para fora.

O jogo seguiu com passes errados em demasia e Joel Santana foi xingado pela torcida cruzeirense, impaciente, ao fazer substituições contestadas. Com algumas tentativas alvinegras e muito mais chances celestes, o jogo não mudou e o resultado seguiu estático, até o apito do árbitro. A torcida vaiou o time e o Botafogo, que não tinha nada a ver com isso, comemorou. Loco Abreu, o homem das cavadinhas, voltou e deu a vitória ao seu time.

O Botafogo é sexto colocado, enquanto o Cruzeiro ocupa a nona colocação na tabela do Brasileirão. A próxima partida do Botafogo será quarta-feira, às 19:30h, no Orlando Scarpelli, contra o Figueirense. Já o Cruzeiro, recebe o Flamengo, na Arena do Jacaré, na quarta-feira, às 21:50h.


Ficha técnica da partida
Cruzeiro 0 x 1 Botafogo
Local: Arena do Jacaré – Sete Lagoas – MG
Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Gols: Loco Abreu (Botafogo) 11’ – 2°T
Cartões Amarelos: Gil e Wallyson (Cruzeiro) e Jefferson, Léo e Bruno Cortês (Botafogo)
Cartões Vermelhos: -

Cruzeiro: Fábio, Marquinhos Paraná, Gil, Naldo, Gilberto (Roger); Fabrício (Reis), Montillo, Everton, Leandro Guerreiro, Ortigoza (Sebá), Wallyson.
Técnico: Joel Santana

Botafogo: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Gustavo, Élkeson (Léo), Bruno Cortês; Herrera (Felipe Menezes), Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel, Loco Abreu.
Técnico: Caio Junior

quinta-feira, 28 de julho de 2011

História em jogo

Por João Oliveira,
O que aconteceu nesta quarta-feira na Vila Belmiro foi histórico. Épico, heróico, surpreendente e mais uma série de adjetivos que não caberiam nesta crônica. Flamengo e Santos fizeram reviver um futebol mágico, quase utópico para os dias de hoje. Se não bastasse o placar gordo, o clássico teve direito a verdadeiros golaços, dois lados.
Não vou aqui narrar os lances, como de costume. Afinal, não se pode descrever aquilo que não se viu. Até nisso Flamengo e Santos proporcionaram uma volta à época de ouro do futebol. Acompanhei um bom pedaço do jogo pelo rádio, escutando e imaginando o que acontecia em campo, como os velhos tempos.
É melhor mesmo que cada um fique com as suas lembranças do jogo. Essas memórias ajudarão a fazer com que a partida entre definitivamente na história. Até quem foi dormir depois do terceiro gol santista e levou um baita susto ao ver as capas dos jornais do dia seguinte ao jogo vai ter o que contar para seus filhos.

Precisa de legenda?
É chover no molhado falar do talento de Neymar, na genialidade de Ronaldinho e do poder de reação do Flamengo. O time de Luxemburgo foi ousado e mostrou que é um forte candidato ao título. Nem as convicções táticas de Muricy conseguem conter o ímpeto ofensivo dos Meninos da Vila, que só não vão brigar pelo Brasileirão por causa da preparação para o Mundial de Clubes.
Campeonatos à parte, a única pena é que o Maracanã não poderá ser palco do jogo de volta, no segundo turno. Talvez nem lá essa noite de quarta-feira se repetiria. Mas do jeito que as duas equipes jogaram, não se pode duvidar mais nada de Flamengo e Santos.
Assim como as memórias do jogo, é melhor que as conjecturas sobre um novo duelo também fiquem a cargo da imaginação de cada um. Sempre esperamos 10, 20, 100 anos para lembrarmos de um dia histórico. Por que não fazer diferente dessa vez? Já sabemos que vivemos um dia para ficar na história, então vamos lá. Vamos relembrar desde já o jogaço da Vila Belmiro.
Onde você esteve? Qual o momento mais marcante de Flamengo 5x 4 Santos?

domingo, 24 de julho de 2011

Fogão perde para o Atlético em Curitiba

Por João Oliveira,
Depois de 10 jogos sem vitórias, o Atlético Paranaense enfim venceu. Azar para o Botafogo, que além de perder para o lanterna do Brasileirão já amarga quatro partidas sem vencer. O Alvinegro agora espera o retorno de Loco Abreu, que disputou a Copa América pela seleção uruguaia.
As duas equipes começaram errando muitos passes e a bola não chegava em boas condições aos atacantes. O jeito era arriscar de fora da área. O Furacão usou desse artifício pelo menos três vezes, porém sem muito perigo. O Botafogo tinha dificuldades principalmente na hora da conclusão a gol.
Numa das poucas bolas que recebeu na área, o atacante uruguaio Morro Garcia aproveitou bem o passe de Kléberson e abriu o placar, aos 39 minutos de jogo. O gol animou o Atlético, que por pouco não ampliou, com o próprio Gracia, antes do final do primeiro tempo.
O Botafogo voltou do intervalo disposto a igualar o marcador. Nos 20 primeiros minutos o Fogão quase marcou com Maicossuel, Renato e Elkeson. O Alvinegro não soube aproveitar o bom momento na partida e perdeu a chance de empatar.
Melhor para o time da casa, que fez 2 a 0 com Morro Garcia, de novo. O avante estrangeiro aproveitou uma bobeada de Jefferson e garantiu a vitória do Atlético. O Glorioso ainda diminuiu com Alex, mas não tinha mais forças para empatar.
Pressionado pelos maus resultados, o Botafogo recebe o Avaí, na próxima quinta-feira no Engenhão. O técnico Caio Júnior pode contar com a volta de Loco Abreu, mas não vai ter Marcelo Mattos e Antônio Carlos, suspensos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Botafogo perde para o Corinthians e se afasta do G-4

Por João Oliveira,
O Engenhão deve ter feito falta ao Botafogo contra o Corinthians. O Estádio João Havelange está recebendo competições dos Jogos Mundiais Militares, então as duas equipes se enfrentaram em São Januário. O Timão parecia estar em casa. Venceu por 2 a 0 e poderia fazer mais. Jogando muito mal, o Fogão viu o G-4 ficar mais longe e o técnico Caio Jr. Teve que ouvir a torcida chamando o nome de Cuca.
Enquanto a crise já ronda os portões de General Severiano, no Corinthians o clima é de festa. Foi a nona vitória do time de Tite em 10 jogos. A equipe disparou na liderança do campeonato e mostrou que quem quiser mudar esse quadro é melhor que comece logo. A distância do líder para o segundo colocado, o São Paulo, já é de sete pontos.
Apesar de ficar mais com a bola, o Botafogo não conseguiu furar o sistema defensivo adversário e claramente sentia a falta de um homem de referência na área. Do lado corinthiano, Jorge Henrique, William e Liédson davam trabalho. E foi o atacante luso-brasileiro quem abriu o placar, já no finalzinho do primeiro tempo.
Mais equilibrado e com vantagem no marcador, o Corinthians dominou a partida na segunda etapa. William parou em Jefferson e Emerson ficou no travessão, depois de driblar o goleiro. A tampa do caixão alvinegro só foi fechada por Paulinho, já aos 48 do segundo tempo, sepultando qualquer chance de reação do Botafogo.

Empate ruim para os dois lados

Por João Oliveira,

Palmeiras e Flamengo entraram em campo no Pacaembu com uma rivalidade acirrada por disputas fora das quatro linhas. Maior contratação do futebol brasileiro neste ano, Ronaldinho chegou a negociar com o clube paulista antes de acertar com o Rubro-Negro. Mais recentemente, o time da Gávea tumultuou o ambiente palmeirense ao tentar levar o atacante Kleber. A negociação foi tão agitada que só foi encerrada no dia do jogo. Apesar do clima de decisão, as duas equipes não saíram do zero, perderam a chance de conquistar a vice-liderança, e pior, perderam o líder Corinthians de vista. O Timão venceu o Botafogo e aumentou ainda mais a diferença de pontos em relação aos adversários.
Animados com o “dia do Fico” do Gladiador, a torcida alviverde lotou o estádio para apoiar o time. Kleber foi ovacionado e mostrou que sua moral anda em dia com a galera. Já Ronaldinho foi o maior alvo das vaias e provocações dos palmeirenses, que parecem não ter esquecido a preferência do Gaúcho pelo Flamengo.
O jogo começou quente e muito brigado no meio-campo. Antes que o relógio marcasse um minuto de jogo, Marcos Assunção deu uma entrada forte em Willians, que precisou de atendimento médico para voltar a campo. Apesar da rispidez da jogada, o árbitro Leandro Vuaden deu apenas lateral para o Flamengo.
Aos poucos o time visitante foi tomando conta do jogo e usou da movimentação de seus jogadores de frente para dar trabalho à defesa palmeirense. A primeira finalização só veio depois dos 15 minutos de jogo, com Thiago Neves. O meia cortou dois marcadores e chutou cruzado.
O Palmeiras só assustou com Kleber, que escorou cruzamento de Maikon Leite. A bola foi desviada pela zaga rubro-negra e foi para fora. Na cobrança do escanteio Marcos Assunção quase fez olímpico. Os lances animaram o Alviverde, que equilibrou as forças na partida. Mas a jogada de maior perigo do primeiro tempo foi uma falta cobrada por Thiago Heleno. O zagueiro soltou uma bomba, que por muito pouco não entrou no canto esquerdo de Felipe.
O segundo tempo começou com Ronaldinho Gaúcho batendo uma falta venenosa, que quase enganou Marcos. A segunda etapa continuou sem muitas oportunidades de gols. As principais foram de bola parada. Marcos Assunção pelo Palmeiras, e Ronaldinho pelo Flamengo, deram bastante trabalho aos goleiros adversários.
O jogo só esquentou de vez no final. Após uma paralisação da partida para atendimento de Júnior César, Kleber mostrou não ter o mínimo de fair play e não só não devolveu a bola para o Flamengo, mas também chutou para o gol, gerando revolta entre os jogadores rubro-negros. O que poderia ser um caso de amor, caso o atacante fosse realmente contratado pelo Flamengo, quase acabou em pancadaria depois da falta de ética do Gladiador. A turma do “deixa disso” interveio a tempo de uma briga generalizada em campo.
O empate tirou o Flamengo da vice-liderança, que agora é do São Paulo, com 21 pontos, 7 a menos do que o Corinthians. O Rubro-Negro foi aos 20 pontos, caiu para a terceira posição na tabela. O Palmeiras vem logo em seguida, com 19, na quarta colocação, fechando o G-4.

sábado, 16 de julho de 2011

Apagou, mas virou


Por Daniela Caldeira,

Alecsandro, autor dos dois gols do Vasco

A partida entre Vasco e Atlético Paranaense, em São Januário, começou com mais de 15 minutos de atraso, após um apagão no estádio e nas ruas das cercanias. A torcida aproveitou a situação para fazer um “show pirotécnico” com celulares na arquibancada, enquanto aguardava o início da partida.


Quando a bola rolou, o Cruzmaltino começou melhor. O time carioca tomou a iniciativa e partiu para cima do rubro-negro paranaense, mas não sabia transformar o ímpeto em gol. E, logo aos dez minutos de partida, o time visitante abriu o placar. Após jogada de Mádson, que sempre que tocava na bola era bastante vaiado pela torcida vascaína, Kléberson, ex-Flamengo, marcou.


O gol deixou o time do Vasco um pouco sem rumo e o Atlético Paranaense começou a gostar do jogo. O baixinho Mádson era o grande comandante da equipe. O Gigante da Colina não criava jogadas e funcionava apenas com lampejos de alguns jogadores. Felipe sumiu por um bom tempo e Juninho só aparecia, de verdade, nas bolas paradas. E aos 32 minutos, em uma bola na área, Dedé resolveu arriscar e se deu mal. A jogada já estava paralisada e o zagueiro se machucou no lance, ficando aéreo. Depois de ser socorrido pelos médicos do clube, ele voltou a campo, mas não estava bem.


O jogo continuava igual, quase nada acontecia, quando aos 47 minutos, em jogada de Allan – xingado pela torcida por ter falhado na marcação de Mádson, no primeiro gol -, para Alecsandro, o Vasco empatou a partida. Final do primeiro tempo e fim da linha para Dedé, que depois do apito do árbitro, caiu no gramado, mas passa bem.


O Vasco voltou para o segundo tempo com uma postura diferente, agindo como time da casa – como deveria, e buscando o ataque a todo momento. Logo no primeiro minuto de jogo, Éder Luís fez boa jogada e mandou a bola para área, mas não havia nenhum jogador cruzmaltino para arrematar a jogada.


Com o meio-campo mais criativo e Éder Luís buscando mais o jogo, algumas situações foram criadas, mas as finalizações não vingavam. Em contrapartida, Mádson seguia usando as ofensas da torcida adversária como combustível para sua criatividade e vontade, e continuava dando trabalho para a defesa do Vasco, como aos 21 minutos, quando mandou uma bomba para o gol e obrigou Fernando Prass a realizar grande defesa.


Com o passar dos minutos, os vascaínos diminuíram o ritmo e a torcida começou a gritar o nome de Élton, mas não foi atendida pelo técnico Ricardo Gomes. Um minuto após o protesto, Éder Luís fez boa jogada e mandou a bola na cabeça de Alecsandro, que mandou para as redes e virou a partida para o time carioca. A partir daí, o Campeão da Copa do Brasil apenas administrou o resultado. O Vasco é quinto colocado no Brasileirão, com 17 pontos, enquanto o Furacão é o lanterna da competição, com apenas dois pontos ganhos.Na partida contra o Atlético – MG, no próximo domingo, no Ipatingão, o Vasco não poderá contar com o meia Felipe, que levou seu terceiro cartão amarelo e cumprirá suspensão automática.


Ficha técnica da partida:
Vasco 2 x 1 Atlético – PR
Local: Estádio São Januário
Árbitro: Alício Pena Júnior. 
Gols: Kléberson  10’ – 1º T (Atlético – PR) e Alecsandro 47’ – 1º T  e 25’ – 2º T (Vasco)
Cartões Amarelos: Felipe e Dedé (Vasco), Santiago García, Róbston e Wagner Diniz (Atlético – PR)
Cartões Vermelhos: -

Vasco: Fernando Prass, Allan (Jumar), Dedé (Douglas), Anderson Martins, Márcio Careca; Rômulo, Felipe, Juninho Pernambucano e Bernardo (Diego Souza); Éder Luiz e Alecsandro.
Técnico: Ricardo Gomes

Atlético – PR: Renan Rocha, Wagner Diniz, Manoel, Fabrício, Paulinho; Deivid, Róbston (Branquinho), Cléber Santana; Mádson (Guerrón) e Santiago García (Marcinho).
Técnico: Renato Gaúcho