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terça-feira, 26 de julho de 2011

A nova cavadinha do Loco

Por Daniela Caldeira


Confesso que fiquei chocada com a cena. Seleção Uruguaia campeã da Copa América, jogadores festejando, tudo muito digno. Festa bonita, merecida. O Uruguai vinha bem desde a Copa do Mundo, em 2010 e o Paraguai não merecia ganhar, pois chegou até a final sem ganhar uma partida sequer.

Aí, na comemoração, vemos de tudo um pouco. Torcedores com bandeiras amarradas nos corpos, cabeças e cabelos pintados nas cores do país, jogadores cantando músicas com a torcida, vestiário em polvorosa, atletas pulando uns por cima dos outros e Loco Abreu de sunguinha fio-dental. Como assim? Exatamente assim. Sebástian Abreu, uruguaio conhecido da galera botafoguense e muito querido aqui, na euforia da comemoração, fez uma dancinha atrás de Forlán, no vestiário e, vindo de ré para as câmeras, eis que reparamos que sua sunga estava mais cavada do que o normal. A sunga era azul e o bumbum bem branquinho. Nada mais patriota.

El Loco, de fato


Foi a cena mais bizarra que testemunhei nos últimos tempos. Quando achamos que já vimos tudo, descobrimos que ainda temos mais coisas para ver. Loco Abreu é mesmo folclórico e óbvio que não liga para as zoações, pois já tem a consciência de que essa imagem rodou o mundo. E ele que esteja preparado, pois quando voltar ao Botafogo, as brincadeiras serão inevitáveis. Ah, se essa moda pega... Também imaginou o Beckham fazendo isso? Você não foi a única! Mas, em contrapartida, vai que o Lúcio também adere? Melhor não, né...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Celeste ressurge e conquista hegemonia

Por João Oliveira,
Mais uma vez o Uruguai mostrou sua força jogando fora de casa. A Celeste conquistou a hegemonia da Copa América, com seu décimo quinto título e fez Buenos Aires parecer Montevidéu e o Monumental de Nuñez o Estádio Centenário. A festa foi completa, com direito a Forlán marcando dois gols e desencantando, Suárez aclamado como melhor jogador da competição e participação importante de Cavani, voltando de contusão.
O time de Oscar Tabárez provou que a quarta colocação na Copa do Mundo do ano passado não foi obra do acaso, mas sim de um trabalho bem feito, que trouxe de volta ao cenário principal do futebol mundial um dos países mais vitoriosos do esporte bretão.
Jogadores festejam o título

Sem os rivais Brasil e Argentina pelo caminho, o Paraguai serviu de mero coadjuvante para Forlá, Lugano e Cia. Pressionando desde o início, os uruguaios resolveram o jogo ainda no primeiro tempo, com gols de Suárez e Forlán. O atacante do Atlético de Madrid fechou o placar no último minuto da partida, numa jogada que foi uma verdadeira aula de contra-ataque.
O título dá ainda mais força para a Celeste entrar forte nas Eliminatórias. O ressurgimento uruguaio serve como um alerta para o Brasil, que ganha mais um adversário em potencial com condições de atrapalhar seus planos em 2014. Logo o Uruguai, que só de ter seu nome pronunciado causa arrepios aos brasileiros com as lembranças do Maracanazzo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Sapatazo

Por Daniela Caldeira,


Quando a Argentina perdeu a partida para o Uruguai, anteontem, e foi eliminada da Copa América, muitos fizeram alusão à decisão da Copa de 50, no Maracanã. Em solo canarinho, o Brasil também perdeu para a Celeste por 2 x 1 e chamaram o episódio de “Maracanazo”. Já os hermanos, jogando no “Cemitério dos Elefantes”, tiveram seu fracasso apelidado de “Elefantazo”.

Os brasileiros não perderam a oportunidade de fazer piadinhas, mas o que a maioria estava esquecendo era de que a nossa seleção jogaria no dia seguinte e o nosso futebol estava longe de ser uma maravilha. E eis que o dia chegou e a partida contra o Paraguai foi dureza. Nossos principais jogadores estavam em outro planeta, porque em campo eles não entraram. O jogo ficou dramático e zerado e a partida se encaminhou para a prorrogação. Nada mudava e a decisão por pênaltis se desenhava. Com a consolidação das penalidades, o Brasil escolheu seus batedores: Elano, Thiago Silva, André Santos, Fred e Robinho.

E o que se viu na seqüência foi inacreditável. Seria melhor ter disputado par ou ímpar, zerinho ou um, palitinho...Nada seria pior do que o que aconteceu. Foram quatro jogadores brasileiros a realizarem as cobranças. Elano foi o primeiro. Isolou. Mas a bola foi tão longe, que o chute de Roberto Baggio em 94 foi fichinha. Depois, Thiago Silva. O zagueiro, um bom batedor, até chutou na direção do gol, mas bateu mal e facilitou a defesa do goleiro paraguaio. Em seguida, André Santos foi para a bola. Pífio. O chute também passou muito acima do gol e o lateral culpou os buracos que existiam no campo. Quando Fred foi para a bola para efetuar a quarta cobrança, ainda havia uma pontinha de esperança, já que dois jogadores do Paraguai desperdiçaram suas penalidades. Mas para que fazer um gol, né?! Fred seguiu no ritmo de seus colegas e chutou bisonhamente para fora, à direita da meta adversária. E assim se encerrou a participação verde e amarela na Copa América. Ridiculamente.

Não sou do tipo corneteira, não gosto de ficar falando de um assunto só porque não houve êxito. Mas a bem da verdade é que essa seleção teve muita badalação e pouco futebol. Muitos estilos, muitos cabelos diferentes, bonés com abas para trás, para o lado, no melhor estilo “malandrinho”, óculos modernosos. Jogadores super conectados em todas as mídias, “twitando” todos os dias, desfilando marcas famosas, fazendo propaganda de todos os tipos de produtos. Nas telas, de um modo geral, todos apareciam muito bem, obrigado. Exceto quando apareciam com a bola nos pés. 


O Brasil não fez uma partida convincente em toda a Copa América. A vitória por 4 a 2 em cima do Equador não pode e nem deve servir como parâmetro para nada. As atuações individuais ficaram muito aquém de toda e qualquer expectativa. Muito foi falado, antes do início da competição, sobre o duelo entre Messi e Neymar. E se o argentino teve lá sua dificuldade em aparecer, o brasileiro só aparecia, de verdade, pelo seu cabelo. O Brasil tropeçou no seu próprio pé. Ou melhor, o Brasil caiu do salto de seu sapato, que não era pequeno. 


Como bem disse o capitão e zagueiro da Seleção, Lúcio, “o escudo que vem a frente da camisa tem que ser mais importante do que o nome que vem atrás”. Em um primeiro momento, isso pareceu ter sido assimilado. Mas viu-se que não. E se esse grupo que está aí – claro que até lá haverá mudanças-, for a base para a Copa de 2014, é melhor abrir o olho: se uma seleção brasileira não se saiu bem diante de adversários relativamente fracos, como as seleções da América do Sul, o que esperar do confronto com seleções mais fortes? Se o salto não quebrar logo, a caminhada será muito difícil.

domingo, 17 de julho de 2011

Pelas mãos de Muslera, Celeste volta a aprontar

Por João Oliveira,
Uruguai e Argentina mais uma vez corresponderam às expectativas geradas pelo mais antigo clássico entre seleções do mundo. O talento de Messi não foi suficiente para superar a mística da camisa azul celeste. Os uruguaios conseguiram segurar o empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, mesmo com um jogador a menos desde o primeiro tempo. E viram Muslera fechar com chave de ouro uma atuação irretocável, pegando um pênalti de Tevez e classificando o time para as semifinais da Copa América.
O jogo começou quente. Logo aos cinco minutos de jogo Diego Pérez aproveitou rebote de Romero e abriu o placar para o Uruguai. Apesar do susto, os argentinos foram, aos poucos, impondo seu estilo de jogo e dominando a partida com seu toque de bola. Doze minutos mais tarde o craque deixou sua marca. Depois de uma bela jogada pela direita, Messi achou Higuaín dentro da área. O atacante do Real Madrid escorou livre de e empatou a disputa.
A Argentina foi para cima e dominava a partida, mas sem deixar de passar sufoco atrás. Lugano cabeceou no travessão, aos 35 minutos. Mas a pressão uruguaia durou pouco e terminou com a expulsão de Diego Pérez, antes dos 40 da primeira etapa.
No segundo tempo o Uruguai conseguiu segurar o ímpeto argentino, graças ao goleiro Muslera. O arqueiro da Lazio teve talvez sua melhor atuação com a camisa da seleção e operou alguns verdadeiros milagres na partida. Antes do final do segundo tempo, Mascherano ainda foi expulso e deixou as duas equipes em igualdade numérica.
Nem Forlán, nem Messi. Muslera foi o nome do jogo

O lance de maior perigo na prorrogação veio com Higuaín, que acertou a trave. Na disputa de pênaltis o Uruguai não contou com a velha cavadinha de Loco Abreu, que ficou no banco de reservas, mas viu brilhar mais uma vez a estrela de Muslera, que pegou a cobrança de Tevez. Por ironia do destino a eliminação argentina na Copa América veio pelo Apache, jogador mais querido pela torcida hermana.
A Argentina segue sem conquistar um título desde 1993. Sem ter nada a ver com isso, o Uruguai elimina mais uma vez um rival, fora de casa, e numa data especial. Um dezesseis de julho, aniversário de 61 anos do Maracanazzo, quando a Celeste tirou uma Copa do Mundo do Brasil em pleno Maracanã.
Agora os uruguaios enfrentam o Peru, pelas semifinais da Copa América, sonhando em levar seu 15° título de Copa América.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Celeste vence o México e agora pega a Argentina

Por João Oliveira,
O Uruguai entrou em campo pressionado a fazer o mesmo que a rival Argentina fez. Vencer bem e convencer. Além de se classificar para as quartas-de-final da Copa América. A Celeste se impôs e merecia um placar maior do que o magro 1 a 0 sobre o México. Vale ressaltar a boa atuação de Diego Forlán, que comandou os uruguaios em campo, mas segue sem marcar gols na competição.
Foi o atacante do Atlético de Madrid que cobrou a falta que resultou no gol de Alvaro Pereira, aos 15 minutos de jogo. O gol deu tranqüilidade ao time uruguaio, que passou a dominar a partida até o seu final. A vitória deu o segundo lugar no grupo C ao Uruguai, que agora enfrenta a Argentina na próxima fase.
Uruguaios repetem comemoração de Bebeto na Copa de 94

A partir daí, o que se viu foi um jogo de ataque contra a defesa. O México não conseguia ser páreo para o Uruguai, que por outro lado esbarrava na ineficiência de seus jogadores para matarem a partida. Forlán tentou de todas as maneiras possíveis, mas não deixou o seu, mostrando que sua fase na seleção não é tão boa quanto a da Copa do Mundo de 2010.
O México teve a chance de estragar a festa charruá e tirar o Uruguai da segunda colocação. Um gol anulado, já no final do segundo tempo, por pouco não puniu a Celeste pelo excesso de gols perdidos. Essa foi a pior participação dos mexicanos na competição. A seleção Tricolor jamais havia sido eliminada na primeira fase de uma Copa América.
Ficha do jogo:
Uruguai: Fernando Muslera, Maxi Pereira, Diego Lugano, Sebastian Coates, Álvaro Pereira, Arévalo Rios, Diego Pérez, Cristián Rodríguez (Sebastián Eguren), Álvaro González (Nicolas Lodeiro), Diego Forlán (Loco Abreu) e Luis Suárez. Técnico: Óscar Tabárez
México: Luis Michel, Hiram Mier, Néstor Araujo, Héctor Reynoso, Paul Aguilar (Javier Aquino), Diego Reyes, Jorge Enríquez, Dárvin Chávez, Miguel Ponce (Édgar Pacheco), Giovani dos Santos (Oribelte Peralta) e Rafael Márquez.  Técnico: Luis Fernando Tena
Gols: Álvaro Pereira, aos 14 do primeiro tempo
Cartões amarelos: Aguilar, Reynoso, Rafael Márquez, Mier (México)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uruguai é mais um favorito a tropeçar na estréia

Por João Oliveira,
Depois das fracas estréias de Argentina e Brasil, a grande esperança de um bom futebol na Copa América era o Uruguai, um dos três gigantes da competição. A boa atuação ficou só na vontade. Muito embora a Celeste tenha sido mais agressiva do que os maiores rivais, o empate em 1 a 1 com o Peru foi justo. Apesar do placar magro, os torcedores não podem reclamar dos dois gols do jogo. O primeiro veio após um lançamento espetacular de Guevara da intermediária de defesa peruana, que deixou Guerrero sozinho com o goleiro Muslera, após ganhar facilmente de Lugano na corrida. Já do lado uruguaio, Luís Suárez mostrou oportunismo, ao tocar na saída do goleiro, depois de receber ótimo passe de Lodeiro.
Desde o início as duas equipes deixaram suas estratégias bem claras. Com mais jogadores de qualidade e com um time bastante entrosado, o Uruguai teve amplo domínio de bola e pressionou o Peru em vários momentos. Já os peruanos superaram bem os importantes desfalques de Farfán e Pizarro (machucados, ambos ficaram de fora da competição). Com uma proposta de jogo bem definida, o Peru marcava bem na defesa, bloqueando o ataque adversário, e saía muito rápido no contra-ataque.
Cavani é marcado de perto por zagueiro peruano

Foi assim que saiu o primeiro gol da partida, aos 24 minutos. Após roubada de bola, Guevara lançou Paolo Guerrero, isolado no ataque até então. O atacante ganhou de Lugano, na velocidade, driblou o goleiro e tocou com tranquilidade para o findo do gol. Precisando do empate, o Uruguai pressionou bastante. Forlán cobrou duas faltas perigosas, que levaram perigo ao gol peruano.
Porém foi com a bola rolando que a Celeste empatou a partida. Lodeiro deixou o artilheiro Luís Suárez na cara do gol. O atacante do Liverpool não decepcionou e deixou a sua marca, no finalzinho do primeiro tempo.
O segundo tempo começou parecido com a primeira etapa. O Uruguai não parava de atacar. Enquanto o Peru esperava outro vacilo do adversário. A insistência charrua quase resultou num gol de Forlán, mas o atacante do Atlético de Madrid chutou por cima da meta, depois de receber um bom passe de Suárez. Do outro lado, Guerrero teve a chance de fazer seu segundo gol e matar o jogo, mas cabeceou para fora.
O empate foi melhor para o Peru, de quem se esperava menos na partida. Já o Uruguai não correspondeu às expectativas e foi mais um favorito a tropeçar na Copa América. Na próxima rodada o Peru encara o México, enquanto a Celeste mede forças com o Chile.
Uruguai: Muslera, Rodríguez, Victorino, Lugano e Cáceres; Pérez, Arévalo Ríos e Lodeiro (Cristian Rodríguez); Suárez, Forlán e Cavani (Abel Hernández).  T: Oscar Tabárez
Peru: Raúl Fernandez, Revoredo, Acasiete, Alberto Rodríguez e Vilchez; Balbín, Ballón, Guevara (Lobatón), Yotún (Vargas) e Advíncula (Chiroque); Guerrero. T: Sergio Markarián
Gols: Guerrero, aos 24, e Suárez, aos 45 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Acasiete, Guerrero, Cruzado e Vargas (Peru); Cáceres (Uruguai).

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Celeste com brilho de campeã

Empolgado com os últimos resultados, Uruguai vê na Copa América a chance de voltar a ser campeão


Por João Oliveira,
Quarto colocado na última Copa do Mundo e de volta às Olimpíadas após ser vice-campeão do Sul-Americano Sub-20. Sem contar com o Peñarol, finalista da Libertadores desse ano. Os resultados recentes mostram o renascimento do futebol uruguaio. Depois de um passado com muitas glórias e um período grande como coadjuvante no cenário mundial, o Uruguai voltou. E mostra que pode conseguir mais.
Hoje a Celeste pode se gabar de jogar de igual para igual com qualquer seleção do mundo. O talento de Forlán, a juventude de Luis Suárez e Cavani, somados à experiência de Lugano e à personalidade de Loco Abreu fazem do Uruguai favorito ao título, coisa rara nos últimos anos.
Oscar Tabárez permaneceu no comando uruguaio após o Mundial e segue trabalhando forte não só no time principal, que hoje conta com uma estrutura sólida, mas também nas categorias de base, acompanhando de perto a evolução do futuro do futebol charruá.
Especialista em Copa América, o último título da Celeste na competição foi em 1995 e da última vez que o torneio foi disputado na Argentina, também deu Uruguai, em 1987. Motivos mais do que fortes para fazer os uruguaios terem vontade de voltar a levantar um caneco.
A lista para a Copa América é bem parecida com a da última Copa do Mundo. O principal desfalque é Jorge Fucile, cortado por lesão.
Goleiros: Fernando Muslera (Lazio-ITA); Juan Castillo (Colo Colo-CHI) e Martín Silva (Defensor);
Defensores: Diego Lugano (Fenerbahce-TUR), Diego Godín (At.Madrid-ESP), Mauricio Victorino (Cruzeiro), Martín Cáceres (Sevilla-ESP), Andrés Scotti (Colo Colo-CHI), Maxi Pereira (Benfica-POR) e Sebastián Coates (Nacional);
Meias: Álvaro Pereira (Porto-POR), Diego Pérez (Bologna-ITA), Egidio Arévalo Ríos (Botafogo), Walter Gargano (Nápoli-ITA), Sebastián Eguren (Sporting-POR), Álvaro González (Lazio-ITA), Cristian Rodríguez (Porto-POR) e Nicolás Lodeiro (Ajax-HOL);
Atacantes: Diego Forlán (At. Madrid-ESP), Edinson Cavani (Nápoli-ITA), Luís Suárez (Liverpool-ING), Sebastián Abreu (Botafogo), Abel Hernández (Palermo-ITA)